sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Queremos ser campeões distritais


O jovem treinador Vítor Rodrigues chegou a Aljustrel na segunda metade da última temporada, para tentar o que nessa altura já se afigurava pouco possível, a manutenção do clube no patamar nacional.

Texto e foto Firmino Paixão

Esta época recebeu novo voto de confiança dos responsáveis do Mineiro e as metas estão definidas. O técnico serve-se da história recente do Mineiro Aljustrelense para assumir que o clube quer regressar ao patamar nacional e explicou “É esse o objetivo com que encaramos esta época, é claramente a subida ao novo ao campeonato nacional de seniores”.

O plantel manteve a maioria dos jogadores e reforçou-se bem?
Conhecíamos as lacunas da equipa e contratámos apenas jogadores que preenchessem cirurgicamente essas insuficiências. Renovámos com oitenta por cento do plantel e fomos buscar grandes atletas, mas principalmente grandes homens, que já demonstraram grande qualidade e muita vontade de colocar o clube onde ele tem que estar.

Pelo perfil dos reforços as insuficiências eram no setor ofensivo?
No ano passado eu disse várias vezes que, para mim, tínhamos os dois melhores defesas-centrais da 3.ª Divisão e mantivemo--los. A finalização era a grande falha, por isso, fomos buscar o Rui Pepe, o José Feio, o Nabor, atletas que mostraram grande abertura em trabalhar connosco.

A qualificação para a Taça de Portugal antecipou o regresso ao trabalho. Isso é positivo?
Sim, eu estava com vontade de voltar a estar com eles e acho que essa vontade era recíproca. Depois porque jogaremos no nosso campo com uma equipa como o Casa Pia, que disputa um campeonato nacional e tem a história que tem, é sempre positivo.

O que conhece do adversário desta 1.ª eliminatória?
Fizemos algum trabalho de observação, mantiveram a estrutura base do ano passado, têm uma equipa jovem e irreverente, que está a trabalhar há cerca de dois meses. Mas nós queremos estar ao melhor nível possível para os recebermos.

Que desafio lhe propôs a direção do clube para esta temporada?
Primeiro que tudo, dignificarmos a camisola em cada campo onde iremos entrar. Só assim alcançaremos as nossas metas. O nosso único objetivo é sermos campeões distritais e subirmos ao nacional de seniores. Nesta casa, nem podia ser de outra maneira.

O Mineiro é um candidato assumido? E tem argumentos para isso?
Claramente. Julgo que temos argumentos a avaliar por estes primeiros tempos de trabalho. Mas conheço a grande maioria dos jogadores, mesmo os que vieram de novo, sublinho que, quer como atletas, quer como homens, tenho uma boa equipa, uma equipa capaz de lutar contra todos os adversários que tiver pela frente.

O campeonato distrital adivinha-se muito empolgante e competitivo …
Será um campeonato muito competitivo. Temos cinco ou seis equipas de grande qualidade que faço questão de nomear, o Mineiro e o castrense, e poderá existir a ideia de colocar estas equipas à frente, mas eu não entendo assim. Considero o Odemirense, que foi campeão há três anos, o Milfontes, que mudou de treinador mas as ideias estão lá, o Vasco da Gama, uma equipa muito forte, o Serpa que tem bons jogadores nas suas fileiras, o Piense e outras equipas como o Rosário e o São Marcos, difíceis de bater em casa, o próprio Bairro da Conceição e o Guadiana que são fortes. Também o Aldenovense que recebeu um novo treinador, O Paulo, um técnico de quem eu gosto muito, enfim todos eles estão em pé de igualdade para tornarem o campeonato muito competitivo.

O Mineiro tem uma massa associativa que apoia a equipa, mas é exigente com a sua prestação em campo?
E o objetivo primordial é que eles nos acompanhem sempre, porque o Mineiro onde quer que vai tem sempre gente com ele. Se formos dignos de vestir esta camisola e formos vencedores em cada jogo que fizermos, certamente que teremos sempre mais gente ao nosso lado, e o Mineiro, tendo a vila por trás, é muito difícil de bater.

É um orgulho treinar um clube com a mística do Mineiro?
Sem dúvida. Foi também com orgulho que trabalhei no Despertar, porque fui muito bem tratado e foi lá que cresci como treinador, foi um orgulho também estar no Ferreirense, e no Mineiro é fantástico. Aljustrel é uma vila virada para o clube, tudo gira à volta do Mineiro e o apoio tem sido fantástico, embora, na época passada, não tenhamos conseguido os objetivos, mas temos sido muito bem tratados e toda a gente nos acarinha.

Sendo um treinador jovem, este projeto é uma boa montra de carreira?
Quando estava na formação, no Despertar, que é um dos clubes mais fortes e organizados do distrito nessa área, falava muito em ambição e dizia sempre que gostaria de passar por um clube como o Mineiro. Acabei por ter essa possibilidade e estou muito feliz por estar aqui, estou contente com as pessoas que tenho a meu lado e tudo o que rodeia este clube, que é deveras extraordinário.

Fonte:  http://da.ambaal.pt/

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