sexta-feira, 31 de julho de 2015

Orgulho e ambição...


Os quatro jovens pescadores desportivos que integram as seleções nacionais de sub/14, sub/18 e sub/23 já estão a caminho da cidade de Smederevo, na Sérvia, em cujas margens do rio Danúbio vão competir no Campeonato do Mundo de Pesca Desportiva em Água Doce.

Texto e foto Firmino Paixão


Miguel Encarnado e An-tónio Nunes representam o Clube de Amadores de Pesca Desportiva do Baixo Alentejo (Alvito), Joana Ramalho e Luís Bate defendem o emblema do Clube Mourense de Amadores de Pesca e Caça Desportiva. Uns são estreantes, outros repetem participações internacionais e António Nunes já tem um título mundial no seu palmarés, mas em todos é comum o orgulho de representarem o seu país e a ambição de conseguirem um bom resultado na competição que decorre nos dias 7 e 8 de agosto no canal de Steelworks.
O alvitense António Nunes, sub/23, ex-campeão mundial, assegurou: “É sempre com muito orgulho que vamos representar a nossa bandeira, sobretudo, fora das nossas fronteiras”. Os objetivos são ambiciosos, referiu: “A fasquia está alta, cada vez que vamos lá fora é sempre com essa consciência, voltar a subir ao pódio, porque é uma sensação única. Já fui campeão regional, campeão nacional, campeão do mundo nas camadas jovens, já ganhei muito, agora falta-me repetir tudo isso, mas como atleta sénior”.
Miguel Encarnado, campeão nacional sub/14, em título, faz a sua estreia internacional, por isso confessou: “Estou numa fase de aprendizagem, de ganhar experiência e fazer o melhor possível. Só comecei há dois anos, fui campeão regional, fui campeão nacional e estava à espera de ser convocado, vou tentar fazer o melhor possível. É difícil pedir muito porque é a minha primeira presença internacional”. O jovem considera ainda que a pesca desportiva “é uma modalidade que me dá muita tranquilidade e gostava de um dia chegar à primeira divisão de seniores”.
Joana Ramalho, júnior mourense, chegou à pesca por influência familiar e quer chegar o mais longe possível, porque “é uma modalidade que descontrai muito, conhecemos novas pessoas, novas culturas, é gratificante a nível pessoal e pelo contacto com a natureza”. Esteve em 2014 nos mundiais na Holanda e este ano “tenho o sonho de ser campeã do mundo individual, é o meu último ano de juniores, a ambição é enorme, vamos ver se conseguiremos trazer algum título para Portugal”.
O mourense Luís Bate é o júnior que completa o quarteto sul alentejano e reconheceu: “Tenho poucos anos de pesca, mas tenho-me esforçado muito e tenho sido ajudado por muitas pessoas, em três anos consegui chegar à seleção, estou orgulhoso por esta primeira internacionalização”. Objetivos? “Contem com o nosso esforço e a nossa dedicação, faremos o melhor possível, porque estamos cheios de ambição”, assumiu. “A pesca é a modalidade que me faz mais feliz e que me orgulho muito de praticar”.
António Combadão, dirigente e treinador dos atletas do Clube Mourense, está otimista: “As expectativas são boas, ainda mais quando eles vão encontrar condições de pesca algo semelhantes às que encontramos em algumas pistas nossas”. No entanto, avisou: “É sempre difícil dizer que conseguirão um bom resultado. Em Portugal equilibramos mas no estrangeiro é difícil porque, geralmente, os peixes não são aqueles que se pescam cá e isso dificulta”. Ainda assim, Combadão vaticina que “do ponto de vista individual podemos fazer alguma coisa, eles estão motivados, o selecionador que os acompanha é jovem, mas tem muita experiência internacional, por isso, estão reunidas as condições para eles poderem trazer para Portugal algo de bom, porque a pesca desportiva deve ser a terceira modalidade em Portugal com mais medalhas internacionais”. Contudo, lamenta: “É uma modalidade com pouca visibilidade, é preciso que a pesca desportiva chegue um pouco mais às pessoas”.
Manuel Ranhola, presidente da Associação Regional do Baixo Alentejo de Pesca Desportiva, congratulou-se com a presença destes atletas na seleção nacional e justificou: “Isto só é possível devido ao bom trabalho que os clubes têm com os seus atletas, a associação nem tanto, porque dispersamo-nos por muitas provas e muitos campeonatos, mas apoiamos constantemente as atividades que os nossos filiados tenham para desenvolver a pesca, principalmente com os jovens”. O dirigente regional da pesca desportiva afirmou ainda: “Neste momento já somos a associação regional com mais atletas jovens em competição, agora é o mundial de pesca em água doce, dentro de pouco tempo será o mundial de pesca de mar, com mais quatro pescadores da região, e isso prova que, realmente, temos condições para formar atletas na alta competição que nos representem nos maiores palcos da pesca desportiva nacional e internacional, mostrando que aqui também se formam bons pescadores e bons campeões”, concluiu.

Fonte:  http://da.ambaal.pt

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