Foto: DR
Equipa bejense recebe Piense no sábado, 14, em jogo decisivo na 2ª divisão distrital
Subida não é objectivo do Bairro da Conceição
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FUTEBOL. Treinador Jorge Costa garante que
plantel está tranquilo apesar dos problemas financeiros que afectam o
emblema bejense.
Subir ou não subir? É esta a simples questão
que se coloca ao plantel do Bairro da Conceição, numa altura em que a
equipa bejense se vê envolvida na luta pelo título no campeonato
distrital da 2ª divisão. Sábado, 14, há jogo em Beja com o Piense e se o
Bairro ganhar vai mesmo ter de começar a fazer as contas a um eventual
regresso ao "Distritalão".
"Sabemos que se ganharmos os cinco jogos que nos faltam subimos de divisão. Não era esse o nosso objectivo primário, mas agora estamos no barulho e não vamos dizer que não queremos subir. Não posso dizer aos jogadores para não ganharem os jogos", admite ao "CA" o técnico Jorge Costa, de 41 anos, que ainda assim endossa o "peso" da partida de sábado para o adversário de Pias. "É um jogo importantíssimo para o Piense, não tanto para nós", diz.
Com ou sem pressão, é certo que em caso de vitória o Bairro da Conceição dará um "passo de gigante" rumo à subida. Um objectivo que não estava nos planos iniciais da direcção do clube e do próprio treinador, que queriam apenas fazer da época 2011-2012 "uma espécie de ano zero".
"O Bairro da Conceição desceu da 1ª divisão distrital no último ano, perdeu muitos jogadores e o que nos foi proposto foi fazer um ‘ano zero’ e criar raízes sólidas para na próxima temporada, isso sim, tentarmos subir de divisão", explica Jorge Costa, que elogia a "dedicação" da equipa.
Muitas dificuldades
Mas se a nível meramente desportivo o Bairro da Conceição atravessa um bom momento, no plano económico a situação é bem mais complicada. Há cerca de um mês a direcção liderada por João Mimoso ameaçou suspender toda a actividade do clube devido a "dificuldades financeiras sem precedentes" e o futuro é tudo menos risonho. Problemas que, aparentemente, não abalam o ânimo da equipa treinada por Jorge Costa!
"O plantel sabe das grandes dificuldades que o clube tem. Mas tudo isto passa um bocado ao lado dos jogadores, são mais coisas da direcção! A equipa é relativamente jovem e os rapazes querem é jogar futebol e ganhar, não se preocupam se há dinheiro para a água ou para a luz", vinca o técnico bejense.
Ainda assim, Jorge Costa reconhece que os problemas também são sentidos no dia-a-dia do plantel, sobretudo quando necessita de uma refeição antes das partidas que joga longe de Beja. "As dificuldades são de tal ordem, ao ponto de sermos nós próprios no plantel a pôr esse dinheiro para almoçar fora! Por exemplo, quando fomos a São Luís (Odemira) fizemos umas rifas", conta o treinador.
Ciente de que o Bairro da Conceição talvez esteja a viver "acima das possibilidades", Jorge Costa tem a certeza que a equipa, com maiores ou menores dificuldades, vai mesmo chegar ao fim da época. "Não é por não haver dinheiro que nós não iremos até ao fim", promete o treinador.
"Sabemos que se ganharmos os cinco jogos que nos faltam subimos de divisão. Não era esse o nosso objectivo primário, mas agora estamos no barulho e não vamos dizer que não queremos subir. Não posso dizer aos jogadores para não ganharem os jogos", admite ao "CA" o técnico Jorge Costa, de 41 anos, que ainda assim endossa o "peso" da partida de sábado para o adversário de Pias. "É um jogo importantíssimo para o Piense, não tanto para nós", diz.
Com ou sem pressão, é certo que em caso de vitória o Bairro da Conceição dará um "passo de gigante" rumo à subida. Um objectivo que não estava nos planos iniciais da direcção do clube e do próprio treinador, que queriam apenas fazer da época 2011-2012 "uma espécie de ano zero".
"O Bairro da Conceição desceu da 1ª divisão distrital no último ano, perdeu muitos jogadores e o que nos foi proposto foi fazer um ‘ano zero’ e criar raízes sólidas para na próxima temporada, isso sim, tentarmos subir de divisão", explica Jorge Costa, que elogia a "dedicação" da equipa.
Muitas dificuldades
Mas se a nível meramente desportivo o Bairro da Conceição atravessa um bom momento, no plano económico a situação é bem mais complicada. Há cerca de um mês a direcção liderada por João Mimoso ameaçou suspender toda a actividade do clube devido a "dificuldades financeiras sem precedentes" e o futuro é tudo menos risonho. Problemas que, aparentemente, não abalam o ânimo da equipa treinada por Jorge Costa!
"O plantel sabe das grandes dificuldades que o clube tem. Mas tudo isto passa um bocado ao lado dos jogadores, são mais coisas da direcção! A equipa é relativamente jovem e os rapazes querem é jogar futebol e ganhar, não se preocupam se há dinheiro para a água ou para a luz", vinca o técnico bejense.
Ainda assim, Jorge Costa reconhece que os problemas também são sentidos no dia-a-dia do plantel, sobretudo quando necessita de uma refeição antes das partidas que joga longe de Beja. "As dificuldades são de tal ordem, ao ponto de sermos nós próprios no plantel a pôr esse dinheiro para almoçar fora! Por exemplo, quando fomos a São Luís (Odemira) fizemos umas rifas", conta o treinador.
Ciente de que o Bairro da Conceição talvez esteja a viver "acima das possibilidades", Jorge Costa tem a certeza que a equipa, com maiores ou menores dificuldades, vai mesmo chegar ao fim da época. "Não é por não haver dinheiro que nós não iremos até ao fim", promete o treinador.
campeonato competitivo
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Faltam seis jornadas para o
final da época e nada está decidido na 2ª divisão distrital. Um facto
que prova, na opinião de Jorge Costa, que a Associação de Futebol de
Beja já "devia ter tentado há mais tempo" testar o actual modelo
competitivo, com apenas uma série. "Sabemos que é complicado metermos o
Sanluizense ter de ir jogar a Barrancos ou vice-versa, sobretudo se
andarem em baixo na classificação. Mas esta fórmula torna o campeonato
mais competitivo e neste momento há seis equipas que podem ser campeãs",
vinca o treinador do Bairro da Conceição, que na hora de apontar os
principais candidatos à subida (e ao título) não tem dúvidas: "O grande
candidato é o Cabeça Gorda. Tal como o Piense, que tem uma boa equipa,
bem trabalhada".
Fonte: http://www.correioalentejo.com
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