Eu tinha visto o jogo da 1ª volta e estava muito reticente com as hipótese que o Farense teria de levar de vencida este adversário, pois a maneira de jogar do Casa Pia é muito complicada para os jogadores do Farense. Parece que também a equipa pensava da mesma maneira e começou o jogo a todo o gaz, tentando surpreender o adversário ainda antes que ele tivesse tempo de se organizar. E foi de tal modo eficaz que, aos 30 segundos, na sequência de um canto Diop apareceu sem marcação e cabeceou para o fundo da baliza, fazendo um golo que viria a tornar-se decisivo para este jogo, e quiçá, para o desfecho do campeonato.
O resto do jogo só veio justificar os receios desta partida, pois, se durante a 1ª parte, o Farense ainda se acercou da baliza adversária, mesmo sem criar grandes oportunidades de golo, a 2ª parte foi toda da equipa forasteira que graças ao seu forte meio campo controlou sempre a bola, e foi, mais uma vez a defensiva da equipa da casa que com grande concentração e eficácia evitou que o adversário transformasse em golos a supremacia do jogo.
Para evitar que o Casa Pia jogasse a seu belo prazer, o Farense tentou manter sempre 3 jogadores junto da defensiva contrária, o que fez diminuir a capacidade de luta do seu meio campo, com pouco poder de choque e capacidade de manter a bola. A intenção era chegar ao 2º golo através de um futebol direto, mas sem resultados. Com o passar do tempo o Casa Pia ía-se tornando ainda mais ameaçador, e só não teve más consequências para a equipa da casa porque as entradas de Mateus e Hugo Simões vieram colocar um travão ao ascendente adversário e o Farense já começou a respirar um pouco melhor...
Ao fim e ao cabo o golo madrugador acabou por valer os 3 pontos e manter as esperanças Farenses para os 2 jogos que faltam... Para o Farense só a vitória interessa com a esperança que o Mafra ainda venha a ter algum percalço (de preferência no último minuto da 30ª jornada...)
Crónica de Eduardo Roque

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