Nunca o ancestral provérbio de que “filho de peixe sabe nadar” terá sido tão apropriado. O bejense Pedro Crujo, 28 anos, profissional de “segurança contra incêndios”, é uma das grandes promessas da arbitragem regional. No seu currículo tem um percurso de 17 anos como jogador de futebol. Formado no Desportivo de Beja, iniciou depois um périplo pelo Cuba, Cabeça Gorda, Salvadense, Aldenovense, Serpa e voltou ao Desportivo de Beja. Filho do antigo árbitro João Crujo e sobrinho do, também ex-árbitro, José Crujo, não é difícil adivinhar que a arbitragem estava na ementa diária deste jovem, que após o termo da carreira de jogador começou a dirigir jogos do Inatel. Com o estímulo de amigos e o grande apoio do pai e do tio, decidiu apetrechar-se com o Curso de Árbitro da A.F.Beja.
Alimenta o sonho, legítimo e merecido, acrescentamos nós, de “chegar aos quadros nacionais” e refere “tenho a ambição de fazer sempre melhor no jogo seguinte, do que no jogo anterior”, pautando o seu comportamento em campo pelo desígnio de “dignificar não só a arbitragem como o futebol em geral”. A estreia na 3.ª Divisão nacional, como assistente, é a melhor recordação desta ainda curta carreira de três anos como árbitro oficial. Aconteceu num jogo entre o Esperança de Lagos e o Lusitano de Vila Real, e o momento foi-lhe proporcionado pelo José Dinis Gorjão, a quem agradece ter-lhe oferecido essa primeira experiência.
Não tem ainda jogos que considere negativos, mas reconhece, com invulgar honestidade: “Apitei alguns jogos em que estive menos bem e é por isso que treino semanalmente para melhorar o meu desempenho”.
“Como qualquer árbitro e como qualquer agente desportivo, em cada jogo, cometo erros”, confessou, mas “assumo sempre os meus erros, somos humanos, mas tento sempre analisar a frio cada situação de jogo e identificar onde estive menos bem ou errei, para poder melhorar no jogo seguinte”. O seu olhar sobre a arbitragem bejense coincide, naturalmente, com a unanimidade das opiniões que esta rubrica já formatou. “Está bem e recomenda-se! No nosso distrito existe muita qualidade, temos árbitros que, com muito trabalho e alguma sorte, poderão chegar longe”.
Fonte: http://da.ambaal.pt/
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