sexta-feira, 21 de março de 2014

Columbofilia


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José Saúde
O universo da columbofilia é, indiscutivelmente, estrondoso. A história do pombo-correio é milenar. Noutros tempos, onde a guerra se definhava aos campos de batalha, esta ave arcava-se como condão portador de mensagens que relatavam a evolução, ou conteúdo final, da peleja. O pombo-correio domesticado é uma variedade do pombo-das-‑rochas, sendo no entanto um pássaro que ao longo dos tempos o homem soube, habilmente, aperfeiçoar as suas notáveis valências. Dir-se-á que se trata de um genuíno atleta, quer a sua performance seja no fundo, meio-fundo ou velocidade, extraindo-se do alado excelentes resultados que o columbófilo estuda e retira implícitas regalias. A universalidade deste desporto arroga-se como imensurável. O fenómeno é transmitido de gerações para gerações. Revejo tempos de outrora onde a columbofilia exercia exequíveis funções familiares que se transmitia para a geração vindoura. Hoje, a modalidade diversificou-se e conquistou novas raias. Desse rol de famílias que se dedicavam com amor e paixão ao maravilhoso mundo columbófilo, restam alguns clãs que tendem, felizmente, em manter viva essa velha tradição. Espreitando o teor columbófilo no contexto regional bejense, deparo-me, entre muitas, com a família Ameixa, designadamente. O Zé Ameixa, columbófilo de eleição, herdou o dom de uma modalidade de onde se extraem irredutíveis rótulos conquistados. O seu pombal, situado numa zona da cidade de Beja denominada por João Barbeiro, é uma residência habitual aonde nascem e se erigem verdadeiros campeões. Aliás, numa sondagem alargada ao cosmos columbófilo alentejano, detemo-nos perante a veracidade de uma modalidade que se afirmou categoricamente no tempo. Sendo verdade que o momento deparado resfriou a intensidade de alguns velhos columbófilos, esta permissão não deixará porém em assumir-se como fator capital para a continuidade da columbofilia na sua honrada tarefa.  

Fonte: http://da.ambaal.pt/

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