quinta-feira, 19 de junho de 2014

Beto: “Das fraquezas fazer forças”

O guarda-redes Beto admitiu que a derrota com a Alemanha deixou marcas, mas lembra que Portugal depende de si próprio.
Seleção A
Beto reconheceu, em Conferência de Imprensa, que o jogo de estreia no Mundial não foi o desejado. "Dependemos exclusivamente de nós, foi uma derrota complicada pesada, que deixa marcas. Dessa derrota, temos de ser humildes e retirar as coisas que não correram bem. Mas houve coisas boas e temos de nos agarrar a essas e preparar com confiança o jogo com os Estados Unidos", afirmou.

"Não envergonhámos ninguém. Nem tudo o que fizemos saiu bem. Ninguém pode apontar à seleção não ter dado tudo. Houve condicionalismos. Houve quem não nos deixasse crescer. É uma derrota que deixa marcas, mas a equipa continua a ser a mesma. Não foi o melhor jogo, não estamos orgulhosos, mas a seleção quis fazer as coisas bem. Faltam 180 minutos e dependemos de nós", referiu.

Beto assumiu que o árbitro não pode servir de desculpa para a derrota, embora diga que houve "um penalti que só o árbitro viu, expulsão [de Pepe] que só o árbitro viu", tendo influenciado o rendimento, o resultado e a manobra da equipa.

Para o guarda-redes, "perder quatro jogadores num só jogo, deixa marcas em qualquer equipa", mas considera que, "às vezes, das fraquezas se fazem forças", dizendo acreditar "muito na união deste grupo, no espírito que sempre levou esta seleção a conquistar algo de bom".

"Desde 2000 que estamos em todas as competições, porque temos um coração e uma alma muito grande. Agora mais do que nunca a equipa tem de estar unida", pediu Beto, que garantiu ainda que a equipa tem grande vontade de "dignificar o escudo que tem ao peito" e que vai dar tudo "até à última gota de suor".

Com a lesão de Rui Patrício, que não joga mais até ao final da fase de grupos, Beto tem possibilidades de assumir a titularidade, naquela que considera ter sido a melhor época da sua carreira. "Primeiro do que tudo, [quero] lembrar que se abriu uma vaga por infelicidade do Rui. Realço o esforço que o Rui fez depois durante 20, 25 minutos, de ter sentido a dor na perna, quis continuar, dar o contributo à equipa. Isso tem de se valorizar. O meu papel é mostrar que sou uma opção válida. Tanto eu como ele somos opções", rematou.


Foto: FPF/Francisco Paraíso
Fonte: FpF.Pt

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