A praia do Almograve foi exígua para receber os cerca de 1 500 participantes na edição de 2014 das Brisas do Atlântico, um evento desportivo multidisciplinar, também caracterizado pela vertente social.
Texto e fotos Firmino Paixão
A correr e a patinar, a pedalar e a caminhar, do Almograve para destinos diferentes, tendo em comum o desejo de cimentar hábitos de vida saudável. Em Zambujeira do Mar estavam traçadas as metas das modalidades competitivas (atletismo, patinagem de velocidade, run & bike, estafetas e desporto adaptado); o portinho de pesca da Lapa das Pombas acolheu o pedestrianismo; São Teotónio e Cavaleiro foram os pontos de chegada dos praticantes de cicloturismo e BTT.
À diversidade da prática desportiva aliou-se a descentralização do evento por diversas freguesias do concelho de Odemira por onde sopra essa pura e fresca brisa atlântica que transporta a componente de solidariedade acrescentada a esta grande organização do município.
As novidades do ano foram o recuo do ponto de partida da povoação do Almograve para a orla atlântica e a ausência da prova de canoagem que, em anos anteriores, se associou ao evento, sendo que o estado do mar condiciona muitas vezes a prática desta modalidade. O Encontro Nacional de Atividade Física Sénior e a apresentação do evento Jorge Pina Corre Portugal Por Uma Causa foram outros momentos relevantes e potenciadores do slogan promocional do concelho que tem “As melhores praias de Portugal”.
Oportunidade para o presidente do município, José Alberto Guerreiro, sublinhar que as Brisas são: “Um complemento que caracteriza o dinamismo, não só da prática desportiva saudável, mas também de toda esta envolvente ambiental que temos aqui no concelho”. E referiu: “O número de participantes tem vindo sempre a crescer e, este ano, com a alteração no local da partida tentámos trazer o evento um pouco mais para a brisa atlântica, que é exatamente a designação da prova e estamos satisfeitos”.
Sobre a vertente social das Brisas do Atlântico, o autarca recordou: “Os montantes da receita que é obtida com as inscrições nesta prova são sempre destinados, na sua totalidade, a uma instituição. Cada pessoa que se inscreve dá um pequeno contributo, recebe a camisola alusiva às Brisas do Atlântico e tem direito ao almoço convívio, a transporte, se for o caso disso, mas obviamente que o seu contributo não é para amortizar o investimento, mas para ajudar uma instituição”. Em anos anteriores foram os Bombeiros, este ano, a Associação de Paralisia Cerebral de Odemira. “Temos sempre esse objetivo de ajudar uma instituição do concelho e desta forma as pessoas sentem que estão a fazer bem a si e bem aos outros”, sublinhou o autarca. E adiantou: “Por outro lado também quero dizer que é importante sentirmos que as pessoas estão preocupadas com a sua saúde, muitas delas participam nesta prova não pela competição, mas pelo convívio e para melhorarem as suas práticas de vida saudável e isso para nós é uma satisfação porque o município tem o dever de apoiar as iniciativas de práticas desportivas saudáveis”.
O antigo pugilista e maratonista paraolímpico, invisual, apresentou nesta edição das Brisas o evento Jorge Pina Corre Portugal por Uma Causa, através do qual percorrerá o País em 10 dias, com passagem pelo concelho de Odemira, uma iniciativa que, segundo José Alberto Guerreiro, “acrescenta valor a todo o nosso território e que, obviamente, não podemos deixar de apoiar”.
Sobre o Encontro Nacional de Atividade Física Sénior, o autarca considerou um exemplo que “desenvolve práticas de vida saudável” e apelou àqueles que são, especialmente, mais visados, que são as populações que têm já uma vida sedentária, para que não o façam e para que tenham alguma atividade. “Foi um dia muito interessante, com algumas diferenças relativamente a edições anteriores, mas o objetivo continua a ser o mesmo, viver com alegria e saúde”, concluiu.
Fonte: http://da.ambaal.pt
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