sexta-feira, 4 de julho de 2014

Pedalando

José Saúde

Conheço a realidade desportiva do Despertar Sporting Clube já lá vão mais de 50 anos. Sei que as suas portas sempre estiveram franqueadas a todas as modalidades exceção feita ao boxe tido então como um desporto agressivo, razão que levou os associados, em assembleia geral, a vedarem a sua entrada estatutária nas hostes despertarianas. De resto, o Despertar cresceu no tempo de forma segura e coerente. A mais recente e nobre modalidade acolhida pela agremiação, foi, quiçá, o BTT. No pretérito domingo, 29, a secção de BTT do Despertar organizou o VII Raid intitulado Cidade de Beja, um encontro que reuniu uma família que registou cerca de duas centenas de atletas. O percurso, feito pelas redondezas de Beja, convencionou que os 45 quilómetros percorridos fossem imbuídos de muito gozo e sobretudo vividos sob a sólida tutela do lazer. O Parque da Cidade da velha Pax Julia foi o local escolhido pela organização como o final de um raid em que o amadorismo içou o seu imperecível hino à liberdade desportiva e espiritual. Confesso que a dinâmica que o BTT implementou conheceu, de forma geral, fidedignos clamores que levam os atletas ao êxtase. As idades transversais verificadas no grupo sobrepõem-se a fatores de ordem atlética, sendo que a vitória é coisa de somenos importância para quem se entrega despretensiosamente à arte de pedalar. Proferimos dados acerca de uma matéria desportiva onde as peculiares urbes do Alentejo, em concreto, apresentam hoje as suas formações numa competição rica em camaradagem e, logicamente, num desentorpecer constante quer na condição física quer na humana. Pedalando na rota do vento e não temendo incaracterísticas mazelas ou do tempo cronometrado na etapa, esta vertente do cosmos desportivo apresenta-‑se agora como uma bênção para os homens que fazem do BTT a sua paixão. Seguiu-se a confraternização e o delinear de novas aventuras. 

Fonte: http://da.ambaal.pt/

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