O que se passou, Brasil?
Quanto pisaram o relvado, quase 62 mil estenderam os cachecóis, dando às bancadas a a ilusão de um mar imenso amarelo a agitar-se de sonho e esperança, gritando «Vitória! Vitória! Vitória».O que se viu no Estádio Mineirão foi um autentico "massacre" alemão. Golos e mais golos e muita humilhação para os brasileiros.
A partida começou em bom ritmo com o Brasil a tentar agitar o jogo e a Alemanha a sair bem nas transições. Mas rapidamente os germânicos tomaram conta das despesas do encontro e foi com naturalidade que chegaram ao primeiro golo. O relógio marcava 11 minutos quando Müller abriu o ativo. Canto cobrado por Özil e, no "coração" da área, o avançado do Bayern, solto de marcação, a desviar a bola, fora do alcance de Júlio César. No Brasil, foram todos atrás de Hummels e foram enganados. O Brasil apresentava muita vontade e muito coração, mas pouca "cabeça" nos lances. E foi por isso com naturalidade que os alemães foram aumentando a contagem. Aos 23 minutos, Miroslav Klose fez o segundo. Jogada do ataque germânico, com Klose a permitir uma primeira defesa a Júlio César e na recarga, com a baliza à sua mercê, o goleador não falhou.
O veterano avançado alemão, de 36 anos, apontou o 16.º golo numa fase final de um Campeonato do Mundo. Desta feita, frente ao Brasil, Klose entrou para a história da FIFA e do futebol mundial.
Seguiu-se o terceiro golo, por Toni Kroos. Cruzamento de Lahm, da direita, com a bola a sobrar para Kroos que, de primeira, disparou para o fundo da baliza de Júlio César. O quarto golo foi também apontado por Kroos, aos 26'. O jogador do Bayern finalizou perante uma devastada seleção do Brasil.
Por esta altura, já ninguém acreditava que o Brasil podia chegar à final. A Alemanha estava segura, autoritária e possante em campo. Chegou, por isso, com facilidade ao quinto golo, aos 29 minutos. Sami Khedira, à entrada da área, concluiu mais uma jogada de perigo com sucesso da Maanschaft.
Até final da primeira parte o Brasil limitou-se a ver a Alemanha jogar ao som dos assobios dos adeptos. O Mundial estava a terminar para a equipa canarinha.
No caminho para os balneários, os assobios que se ouviram foram o reflexo verdadeiro do estado de alma da nação brasileira.
Alemanha em gestão, Brasil em choque
A segunda parte teve pouco para se contar. A Alemanha limitou a fazer a gestão do resultado e o Brasil a tentar minimizar o estrondo da goleada. Ainda assim, foram os alemães a ampliar ainda mais o marcador. O minuto 69 corria quando Lahm cruzou e o avançado do Chelsea, André Schürrle, no meio de vários jogadores do Brasil conseguiu desviar e bater Júlio César.
O pesadelo parecia não ter fim. Os adeptos canarinhos, muitos já a sair do Estádio, apenas queriam que o filme, hoje de "terror", chegasse ao seu final.
Mas a Alemanha chegou ao sétimo golo, aos 79 minutos, outra vez por Schürrle. Remate cruzado e quase sem ângulo, com a bola a bater no poste e a entrar na baliza!
Até final do jogo, o Brasil ainda reduziu por Oscar, aos 90+1'. Solto na área, o médio do Chelsea bateu Neuer e fez o golo de honra da canarinha.
A Alemanha goleou a equipa de Scolari e deixou o país do samba em estado de choque. O Brasil, revoltado e triste, chora a goleada.
O Jogo
Resumo
Brasil
1, Alemanha 7. Resultado mais desnivelado de sempre numa meia final de
um Mundial e um país a chorar a goleada. Foi assim que aconteceu, em
Belo Horizonte, esta noite, que ficará para sempre na memória dos
adeptos da bola. O Brasil caiu com estrondo. Os números falam por si. O escrete foi reduzido por uma Alemanha, qual máquina invencível, que não deixou pedra sobre pedra e avança para a final de 13 de Julho. | |
Curiosidades
Argentina 6x1 Estados Unidos (1930) Uruguai 6x1 Jugoslávia (1930) Alemanha 6x1 Áustria (1954) | |
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Fonte: Site Zero zero
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