José Saúde
O insofismável argumento desportivo sugere
prévias recordações que nos transportam a um contexto transversal entre
gerações. Gosto de partilhar o passado e enquadrá-lo, amiúde, com o
presente. Viajo por zonas fronteiriças da planície alentejana e
instalo-me na vila de Odemira. Releio os primórdios do Sport Clube
Odemirense, sendo que esses cândidos escritos, autênticas pérolas que se
reportam a encantadoras histórias, dão conta que o futebol teve o seu
início na terra nos princípios da década de 1920. Uma família inglesa,
proprietária de uma fábrica de cortiça, concentrava grande parte da
mão-de-‑obra da região e Odemira, nesses tempos, tinha uma vida urbana
muito próspera. Aliás, o investimento inglês proporcionou algum desafogo
económico em famílias que se deparavam, em simultâneo, com a
navegabilidade do rio Mira, via fluvial por onde fluíam os produtos da
região. Tendo em conta a dinâmica constatada na urbe sediada à
beira-rio, polo de enorme atração, eis que no dia 1 de março de 1923,
por intervenção do clã inglês que trouxe o jogo da bola de terras de sua
majestade, fundou-se o Sport Clube Odemirense. Na fase de afirmação a
coletividade contou com um rol de elementos da terra que foram
determinantes para a fundação da mui nobre agremiação. A João Correia e a
César Alão, juntar-se-ia o espanhol Manuel Macarro, que formaram a
frente de ataque do clube das margens do Mira. A expansão do Odemirense
dilatou-se e atualmente a vila conta com preciosas conquistas
desportivas e de um bélico estádio municipal. A infraestrutura possui
excelentes condições e um retângulo de jogo com um piso sintético que
deixa antever insuperáveis ambições. Na montra dos troféus existem
notáveis celebridades que projetam o SC Odemirense para um futuro que se
ambiciona brilhante. Nuno Luz, antigo atleta e homem da terra, é o
técnico cujo objetivo é levar a água ao moinho, procurando literalmente
manter o indicie competitivo da equipa sénior.
Fonte: http://da.ambaal.pt
Sem comentários:
Enviar um comentário