sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Chico Agatão

José Saúde

Conheço a família Agatão já lá vão mais de 50 anos. Gentes simples e honestas que jamais renegaram as suas proveniências. O Terreirinho das Peças, em Beja, apresentou-se outrora como o palco de um clã de jogadores que espalhou magia no futebol, sendo o pimpolho mais novo aquele que singrou no palanque profissional: o Chico. A esquadra de atletas que D. Rosalina trouxe ao mundo, começou com o Carlos (Palico), seguindo-se o Zé Mário, o Delfim e, por último, o Chico. Asseguro que todos deixaram os seus nomes gravados na história do futebol alentejano. Todos disseminaram o dom do jogo da bola, ficando as suas histórias idolatradas nos anais biográficos de gerações que honraram uma modalidade que os colocou no zénite. Não vou, por razões óbvias, alargar-me no contexto generalizado de uma tribo que soube honrar a simplicidade de um homem chamado Aniceto Agatão, o fidedigno progenitor que gerou uma estirpe de craques. A minha narrativa incide, meramente, sobre o rapaz que selou a fábrica da explícita marca Agatão. O Chico, rapaz que curtiu sempre uma fidelidade extrema, percorreu os estreitos corredores do cosmos futebolístico, sendo o seu percurso imaculado. Em Beja defendeu as cores da Zona Azul, do Despertar e do Desportivo, transitando depois, como profissional, para o Elvas, Boavista, Estrela da Amadora e Estoril, seguindo-se uma experiência como treinador. Primeiro como adjunto de Carlos Manuel, depois como técnico principal. Agora, numa fase de um pressuposto apaziguamento e de cabais reflexões, assumiu o comando técnico do Mineiro Aljustrelense, equipa que milita no campeonato nacional de seniores. A proposta, quiçá ousada, deu-‑lhe ânimo e eis o Chico Agatão de regresso a um mundo onde foi ilustre protagonista e sobretudo merecedor de uma simpatia que arriscaria designar como inigualável. Força Chico, fortuna para o Mineiro e que o final seja literalmente feliz!

Fonte:  http://da.ambaal.pt

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