Centenário
O jornalista Pedro Santos Guerreiro teve a oportunidade de moderar o debate que teve como figuras centrais o brasileiro Marcos Motta (especialista em Direito Internacional) e David Gill (membro do Comité Executivo da UEFA)
O advogado brasileiro mostrou-se desfavorável à proibição da FIFA relativamente à participação de Fundos de Investimento nas transferências de jogadores e disse mesmo que o organismo que superintende o futebol vai ter muitas dificuldades para implementar esta medida. Motta afirmou que existem muitos clubes em todos os continentes que fortalecem a sua competitividade através de parceiras com outros investidores e que isso não quer dizer, por si só, que a ética das competições possa ser colocada em causa. Motta disse ainda que a estabilidade contratual dos jogadores não está em risco porque os clubes têm um apoio financeiro maior e que a sua vontade é sempre respeitada.
David Gill disse que a posse dos direitos dos profissionais de futebol é pouco ética e "má para o futebol, para a sua transparência e para a saúde financeira dos clubes". Baseando-se sempre no critério da transparência, este membro do Comité da UEFA salientou que os jogadores têm de reconhecer no clube que representam a sua única entidade patronal e que essa relação profissional tem de ficar muito clara para todas as partes: "Os clubes têm de controlar os jogadores e o seu próprio futuro", disse este responsável da UEFA. O orador britânico lembrou que o se debate sempre tem que ver com jogadores de topo e que o grande problema são os jogadores envolvidos em negócios menores, sem as "luzes da ribalta" e com menos "força" para negociar.
Segundo as palavras de Pedro Santos Guerreiro, houve apenas uma ideia em que os contendores estiveram de acordo: "Os jogadores são o principal ativo de um clube."
Fonte: FpF.PT
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