O atleta Luís Pinto nasceu em Moura há 32 anos e foi na secção de atletismo dos Leões de Moura que deu os primeiros passos na modalidade. Hoje é um consagrado atleta do Sporting Clube de Portugal.
Texto e foto Firmino Paixão
Foi em meados da década de noventa que Luís Pinto surgiu no atletismo distrital. Descoberto pelo técnico António Casaca em provas do Desporto Escolar viria a filiar-se num clube da sua terra natal, os Leões de Moura. Ainda jovem revelou um inquestionável valor que depressa o corou como campeão do Alentejo de corta mato e vice-campeão nacional de 2000m obstáculos, em juvenis. No ano de 2001 estreou-se na Seleção Nacional de Juniores, conquistando a medalha de prata nos Campeonatos da Europa de Corta Mato, numa altura em que já vestia a camisola do Maratona Clube de Portugal e antes de se sagrar campeão nacional dos 1500m planos, como júnior. Entretanto, cumpriu o sonho de infância, vestir a camisola do Sporting e foi de leão ao peito que se cruzou com o “Diário do Alentejo”, um destes dias, na Vila Morena.
Quisemos, naturalmente, saber o que era feito do Luís Pinto, que conhecemos ainda jovem e pleno de ambição e pujança. “Estou de regresso, estive dois anos um pouco mais ausente, por razões profissionais, mas cá estou de novo e a preparar uma maratona”. Justificando o quarto lugar obtido na prova de Grândola, acrescentou: “Devido à carga de treino para essa prova não estou assim tão fresco, mas tenho que orientar a minha preparação em função dos objetivos, ou seja a maratona e a participação nos Jogos Olímpicos de 2016, por isso, não posso aliviar a carga para vencer outras provas, mas prefiro fazer os mínimos para os jogos do que vencer uma prova de estrada”. Temos, por isso, um Luís Pinto com a ambição renovada. “Quero regressar ao primeiro plano da modalidade dando continuidade à ambição que tem caracterizado o meu percurso, para conseguir vitórias em Portugal e estar presente nos campeonatos da Europa em representação da seleção nacional”, revelou o atleta, sem esconder o orgulho pela camisola listada de branco com o leão ao peito. “Saí do Maratona há alguns anos, entretanto, estive um ano a representar o Futebol Clube do Porto e depois ingressei no Sporting, onde quero manter-me durante muitos anos, porque é um orgulho vestir esta camisola. Desde miúdo que tinha esse sonho e agora que ele se tornou realidade sinto muito orgulho em representar o Sporting Clube de Portugal”. Concordando que representa um clube que foi berço de grandes campeões recordou: “É um clube que tem o melhor historial da Europa ao nível do atletismo e que, seguramente, ainda manterá esse estatuto”. Longe da terra, Luís Pinto mantém o Alentejo no coração. “Vou com regularidade a Moura, sempre é a minha terra e procuro não estar muito tempo ausente, porque cada vez que lá vou matar saudades regresso rejuvenescido e com novas energias”. O olhar também está atento ao atletismo distrital. “Vou acompanhando, estou atento aos mais jovens, a novos valores que possam surgir, porque já estou a colaborar com o clube na deteção de novos talentos”. Não admirará, por isso, que em breve saia do Alentejo uma nova estrela para o atletismo nacional. “Estou convencido disso, é uma tradição, de tantos em tantos anos, revelam-se novos atletas e estou convicto que, brevemente, aparecerá uma esperança que dê luz e projete, de novo, o nosso distrito e que reforce o nosso orgulho de sermos alentejanos”. Ou não fosse o Alentejo o berço de nomes como Fernando Mamede, Paulo Guerra, Manuel Damião, Luís Pinto e Ana Cabecinha. “É verdade. Beja, Barrancos e Moura é um triângulo bem-sucedido na modalidade, o Paulo Guerra é um pouco mais da minha geração, um atleta extraordinário, com quem atualmente lido bastante bem, convivemos muito e somos grandes amigos. Às vezes dizem que a Ana Cabecinha é algarvia, mas ela diz sempre que nasceu no Alentejo. Tenho muito orgulho por sentir que quase todos eles representaram o meu clube, a nossa região e o nosso País ao mais alto nível, somos alentejanos e isso é uma marca que não desaparece”.
Na hora de olhar o futuro e enumerar os objetivos, Luís Pinto elege a maratona como prioridade, mas o sonho é mais largo. “A maratona é uma das minhas grandes metas, mas é apenas uma delas, outra é tentar os mínimos para os Jogos Olímpicos, não é fácil mas tenho essa ambição e tenho um projeto a quatro anos até ao Europeu de 2018 e tentar, aí sim, fazer um grande resultado. Vamos ver se o conseguirei na maratona”, concluiu o atleta mourense.
Fonte: http://da.ambaal.pt
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