sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Ter o pássaro na mão...


A Zona Azul foi eliminada da Taça de Portugal pela Académica de São Mamede, num jogo em que, por diversas ocasiões, pairou a ideia de que os bejenses seriam capazes de seguir em frente para os quartos-de final.

Texto e fotos Firmino Paixão

O adversário era de escalão superior, mas isso não atemorizou a equipa bejense que jogou o jogo pelo jogo, com os olhos bem nos olhos do adversário, atingindo o intervalo com mais um golo que os nortenhos (15/14).
Por duas ocasiões esteve com três golos de vantagem, mas as sucessivas exclusões de atletas e a maior frescura física e a experiência da equipa de São Mamede de Infesta, que milita na 2.ª Divisão Nacional, fizeram a diferença.
O resultado final foi de 22/29, mas a Zona Azul bateu-se de uma forma muito digna, como referiu o treinador Carlos Guerreiro.“Sem dúvida, ficou um sabor amargo, muito amargo mesmo. Temos a noção que fizemos história pelo segundo ano consecutivo nesta competição, sonhámos, e por aquilo que o jogo deu, ficámos com a sensação de que podíamos ter acrescentado mais um capítulo a essa história”.
O técnico revelou: “Estamos orgulhosos, mas um bocadinho frustrados”. E justificou: “Sentimos até aos 50’ que podíamos ganhar, o resultado final não espelha, de maneira nenhuma, o equilíbrio que existiu, sabíamos que era importante não permitir que a Académica se sentisse confortável no marcador e o dilatasse, porque, inevitavelmente, ficaríamos mais condicionados”. Na verdade, a qualificação dos bejenses para os quartos-de-final esteve sempre em aberto. “Ficámos muito, mas mesmo muito perto, por isso nos sentimos orgulhosos”, acentuou Carlos Guerreiro. “Felizes por termos chegado até aqui e orgulhosos pelo trabalho que fizemos durante este percurso na Taça de Portugal”.
Por isso, o treinador da Zona Azul concorda que a equipa chegou a ‘ter o pássaro na mão’, mas depois…“Foi um bocadinho isso, tínhamos alertado os jogadores que, contra uma equipa desta qualidade, teríamos que ter a capacidade de os ir buscar se eles se adiantassem no marcador, mas também termos a sensação que se fossemos nós a ter vantagem, eles também não sairiam do jogo, e foi um pouco isso que aconteceu, mas volto a dizer que estivemos demasiado tempo sem um jogador e isso condicionou muito a nossa atuação, principalmente em termos de ataque”.
Fechado este capítulo a Zona Azul regressa ao campeonato para fechar a 1.ª fase (em casa com o Serpa), mas já apurada para a poule final.
Carlos Guerreiro referiu: “Tínhamos definido que era importante chegarmos a este jogo com a cabeça limpa, ou seja, concentrados unicamente na taça e com o apuramento garantido, sem estarmos ainda a fazer contas e conseguimo-lo”. O técnico sublinhou também: “Apurámo-‑nos com um percurso excelente, fomos a única equipa que ganhou pontos fora de casa, num campeonato muito equilibrado, com jogos muito difíceis”. E as metas para a segunda fase? “Vamos encará-la com a mesma ambição com que encaramos todos os jogos, sem deixarmos nada por fazer, nada por assumir, nem por ganhar, tendo, obviamente, a noção que vamos para uma realidade diferente, estando numa zona onde não conseguimos acrescentar valor ao que já temos e, provavelmente, encontraremos equipas da área de Lisboa e de Leiria que, se calhar, neste período, se reforçaram exclusivamente para a fase final”. Ambição, porém, não faltará à equipa da Zona Azul.“As armas que temos são estas, não há mais, é a alma que os jogadores põem em campo, a dedicação que põem nos treinos, a vontade que têm de jogar andebol, mas a ambição é inquestionável, as dificuldades não nos limitam a ambição, foi assim na campanha que fizemos na Taça de Portugal e será assim no Campeonato da 3.º Divisão, é essa a nossa marca, lutar sempre e cada vez mais e melhor”, concluiu.

Fonte:  http://da.ambaal.pt/

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