As sub-19 lusas defrontam, esta quinta-feira, em
Seia, a Estónia, e podem carimbar o passaporte para a fase decisiva de
apuramento para o Europeu.
Futebol Fem. - Sub-19
Portugal pode, aliás, garantir já amanhã (quinta-feira, 17 de setembro, no Estádio Municipal de Seia, pelas 16h00) a qualificação, caso vença a Estónia e a Noruega não perca diante das israelitas.
Apesar do capital de confiança adquirido, a internacional portuguesa Ana Rute não acredita que o jogo com as estonianas (derrotadas por 0-6 pela Noruega) será fácil. “Vai ser mais um encontro difícil e não é pelo facto de as nossas adversárias terem sido goleadas que pensamos de forma diferente. Esse resultado até pode “espicaçá-las” e levá-las a encararem o encontro de amanhã como de tudo ou nada”, alertou a atleta do Poiares, em declarações ao fpf.pt.
Ana Rute apresenta a “receita” para que Portugal possa levar de vencida a Estónia: “temos de estar concentradas, ser agressivas e ambiciosas. Não acredito que a nossa Seleção vá entrar com excessos de confiança, até porque sabemos que em futebol tudo é possível”, garantiu.
No jogo com as israelitas, Ana Rute entrou aos 69 minutos e, dez minutos depois, Portugal passou para a frente do marcador. “Ainda que não tenha marcado o golo, fico feliz por ter contribuído, com a minha entrada, para que a equipa voltasse à vantagem no marcador. Mesmo depois de sofrer o empate, a nossa Seleção manteve-se unida e mostrou que luta sempre até ao fim”, sublinhou.
Carreira marcada pelo ecletismo
Ana Rute tem um percurso pouco expectável para uma atleta internacional. Começou por jogar futebol, mas a ausência de um clube na sua área de residência levou-a, a partir dos 12 anos, a fazer a sua formação desportiva enquanto praticante de voleibol. Depois de uma breve passagem pelo futsal, voltou, no início da época passada, a abraçar o seu desporto de eleição, o futebol, na Associação Desportiva de Poiares.
“Apesar de terem especificidades próprias, a verdade é que cada uma destas modalidades tem um denominador comum: a importância do coletivo e de saber o que significa jogar como equipa. Foi esse sentido de grupo que transpus do voleibol para o futebol, até porque quanto ao resto, são desportos absolutamente diferentes”, explicou Ana Rute.
Com o que a jovem internacional lusa não contava era com as chamadas tão precoces às Seleções Nacionais, primeiro pelas sub-17 (três jogos em abril deste ano) e, depois, pelas sub-19 (dois jogos de preparação com a Polónia, em agosto último). “Não esperava ter tido estas oportunidades, mas estou a adorar a experiência. Tenho trabalhado muito para continuar a merecer a confiança dos treinadores e espero corresponder ao que de mim é esperado”, disse.
Curiosamente, o primeiro jogo que Ana Rute disputou de Quinas ao peito foi, precisamente, diante da Estónia, no escalão sub-17, com um triunfo claro por 6-0. "Era ótimo que pudéssemos repetir o resultado, mas sinceramente, mais do que os números do triunfo, importa é mesmo vencer", concluiu.
Clique aqui para conferir a classificação do grupo 8 do primeiro torneio de apuramento para o Campeonato da Europa sub-19 de 2016.
Fonte: FpF.PT
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