Fundado em abril de 1952, por João Peres e José Maria Vartegoso, o Moura Desportos Clube rapidamente se tornou uma referência, regional e nacional, nas modalidades de patinagem artística e hóquei em patins.
Texto e foto Firmino Paixão
Ao longo destes 63 anos o emblema mourense passou por alguns períodos de inactividade a que, renovando ciclos, sempre soube responder, sobrevivendo. Já no não muito longínquo mês de julho deste ano aqui registámos a participação de uma equipa de benjamins nos campeonatos regionais tutelados pela Associação de Patinagem do Alentejo. Um impulso que pretendia manter intacto o historial do Moura Desportos Clube e assegurar a tradição do hóquei patinado naquela cidade.
Mas hoje é o tempo dos menos jovens, não menos audazes nas pretensões de reavivar as cores do emblema mourense. A equipa de veteranos do Moura Desportos Clube e a sua actividade competitiva nas provas nacionais, Campeonato e Taça de Portugal, é o projecto que vos damos a conhecer.
Uma equipa de antigos atletas que se “uniram para praticar a sua modalidade de eleição e, simultaneamente, despertar nos jovens o gosto pelo hóquei em patins”, como revelou André Marques, um histórico do hóquei patinado alentejano e atual jogador desta equipa. O projeto, revelou o mourense, “nasceu há cerca de três anos, no início de um novo ciclo de actividade do clube, em que um grupo de antigos atletas decidiu criar uma equipa de veteranos, dinamizando a modalidade e procurando incentivar o aparecimento de novos praticantes que assegurem o futuro do hóquei patins em Moura, tendo esta equipa como referência”.
A equipa esteve sempre sustentada em princípios de caráter lúdico e competitivo, sendo a primeira vertente aquela que sempre foi privilegiada, valorizando a amizade e o convívio, mas potenciando os valores que a equipa e o clube representam junto dos mais jovens. Contudo, referiu André Marques, “o despertar do bichinho adormecido pela competição e o gosto pela modalidade tornou-se cada vez mais intenso, por isso, sucederam-se os torneios e os convívios em que a equipa de veteranos passou a participar, conquistando a simpatia de todos os clubes e grupos de amigos com quem partilhou aquilo que mais os aproximava e unia, o gosto pela modalidade”. Não tardou, por isso, como consequência da boa imagem deixada, que surgisse o convite para que competissem no Campeonato Nacional de Veteranos: “E isso lisonjeou-nos bastante, ao clube e aos atletas, mas num primeiro momento não aceitámos, tendo em conta que os clubes que disputam a prova estavam muito distantes de Moura e esse compromisso, além dos elevados custos em deslocações, os atletas suportam as despesas com o material, iria ocupar-nos todos os fins de semana”, acentuou André Marques. Contudo, revelou: “A pressão dos nossos amigos e dos clubes da zona centro foi imensa, e, em consonância com todos os outros clubes, foi-nos proposto um modelo competitivo em que sempre que houvesse uma deslocação da nossa equipa teríamos uma jornada dupla e isso amenizava um pouco os custos e tornava o convite praticamente irrecusável”. E foi assim que o Moura Desportos Clube e os seus atletas aceitaram o desafio: “Uma nova experiência no hóquei patinado que nos tem dado enorme satisfação e orgulho, por voltarmos a envergar a camisola que em tempos vestimos em competições nacionais”, sublinhou o hoquista.
Foi neste quadro que o Moura Desportos Clube passou a competir no Campeonato Nacional de Veteranos em Hóquei em Patins, enquadrado na Zona Centro, com as equipas do Sport Alenquer e Benfica, Sporting Clube de Tomar, Alcobacense, Estrela Verde de Constança e União Vilafraquense. No Campeonato e na Taça de Portugal, competição onde defrontou há oito dias o Clube Desportivo de Cucujães. Mas, como não há bela sem senão, a equipa mourense está a treinar e a competir no Pavilhão Municipal de Serpa, por impedimento temporário do Pavilhão de Moura. Contrariedades à parte, e porque o amor à modalidade supera as dificuldades, o clube candidatou-se, e já viu a candidatura aprovada, à realização da fase final do Campeonato Nacional de Veteranos, já marcada para os dias 4 e 5 de junho de 2016, com a participação das oito equipas melhores classificadas no conjunto das duas zonas (norte e centro).
Em rodapé um sublinhado para os atletas, residentes em Moura, Beja, Aljustrel e Évora, todos eles unidos no sentimento de desenvolverem a modalidade na região alentejana através de um emblema que, no passado, lhes ofereceu momentos de rara glória: Miguel Costa, João Felizardo, João Costa, Marco Machado, Pedro Lucas, António Ramos, Nuno Silva, João Barreiros, Pedro Leitão, André Marques, José Albardeiro, Francisco Oca e Pedro Costa.
Fonte: http://da.ambaal.pt/
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