O Instituto Politécnico de Beja, através do subdepartamento de Desporto, vai promover, nos próximos dias 11 e 12, o 5.º Congresso Ibérico de Atividade Física e Desporto (Ciafd).
O congresso é dirigido a um universo muito variado, onde cabem os atuais e antigos alunos do Instituto Politécnico de Beja (IPBeja), estudantes de outras instituições de ensino, orientadores institucionais do IPBeja, técnicos do exercício físico e do desporto, professores de educação física, diretores técnicos e outros profissionais ligados à atividade física e desportiva. A ação decorre no auditório da Escola Superior de Educação, com um conjunto de conferencistas de diferentes nacionalidades e o programa inclui comunicações orais e a realização de workshops temáticos.
Cinco congressos, cinco diferentes temas. Este ano, referiu Vânia de Loureiro, coordenadora da organização do congresso, o tema será “Educação e Certificação do Profissionais de Saúde”, especificando que: “Primeiro a educação porque, enquanto entidade formadora, sentimo-nos com essa missão e também para clarificar o que é a parte de formação inicial e o que é a formação contínua, isso para os nossos alunos”. E acrescentou: “Para a comunidade é uma oportunidade de certificação contínua na nossa região. Normalmente as pessoas têm de se deslocar para grandes centros urbanos e acresce valor em termos económicos, quando têm que fazer esse tipo de formação lá fora. Nós conseguimos a certificação a um custo que consideramos baixo, até porque o contexto é outro e estamos na nossa região, portanto, creio que são duas vantagens relevantes”.
Que a temática deste congresso suscitará um debate mais específico e dirigida a uma determinada classe de agentes desportivos, foi uma ideia que mereceu a concordância da docente, afirmando: “Há cerca de dois a três anos temos vindo a mudar a forma como vemos a nossa profissão. Todos nós temos de ter cédulas profissionais diferentes no âmbito do nosso trabalho, desde os técnicos de exercício, de uma forma geral, desde as autarquias aos ginásios, os diretores técnicos que têm outras funções e que supervisionam estes técnicos de exercício, depois os treinadores nos diferentes graus”. Por outro lado, acrescentou, “isto também serve para clarificar as funções que os diferentes agentes têm nos diferentes papéis da sua intervenção, seja na atividade física ou no desporto, e para que a comunidade se aperceba que existem cédulas profissionais e que não deveria ser qualquer pessoa a trabalhar na nossa área, só pelo gosto”.
Não sendo novidade, a atribuição de “créditos” para revalidação dos títulos terá algumas particularidades, revelou: “Há cerca de três anos que temos atribuição de ‘créditos’. Este ano estendemos mais na cédula de técnicos de exercício e diretor técnico e aumentámos para 2.8. Conseguimos uma parceria fenomenal com a Federação Portuguesa de Basquetebol e com a Escola Nacional de Basquetebol, eles têm sido fantásticos, atribuindo 0.8 para a formação específica de treinadores de basquetebol nos graus 1, 2 e 3”.
Olhando o painel de congressistas, Vânia de Loureiro confessou: “Estamos muito contentes, diminuímos a apresentação de trabalhos de cariz mais científico e aumentámos a componente teórico e prática, só temos uma hora e meia para três conferências e o resto serão workshops teórico/práticos, mais práticos até, ou seja, de aplicação da teoria na prática”. Por outro lado, “existe um tema que nos é muito querido, a questão das necessidades educativas especiais, e fazemos questão de manter todos os anos um workshop de formação nessa área, onde teremos a colaboração da Universidade Pablo de Olavide, de Sevilha. Temos também algo fantástico dentro da condição física para equipas, que é um selecionador que trabalha com os Emiratos e que estará cá, também, através dessa universidade sevilhana e depois teremos aquilo que são as atuais tendências nos ginásios e health clubs, a questão da dança e áreas complementares e o basquetebol que é uma modalidade que na região começa a ter alguma expressão”, acrescentou.
A expectativa da organização passa também por, em futuros congressos, colocar alguma formação mais específica em todas as modalidades que tenham expressão na região. Por tudo isto, e nas vésperas do quinto congresso, é legítimo olhar o percurso que ficou para trás: “Tem sido muito bom. E este ano será gratificante, porque as pessoas já nos conhecem e o caminho acaba por ficar mais facilitado, concluiu. Firmino PaixãoFonte: http://da.ambaal.pt
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