terça-feira, 10 de maio de 2016

Mickael Almeida (sub-17): "Queremos ganhar"

O dianteiro Mickael Almeida quer vencer a Bélgica, esta quarta-feira, às 13h00, na Dalga Arena, e garantir o primeiro lugar do grupo A do Euro 2016. 
Futebol Sub-17
O dianteiro Mickael Almeida é uma das caras mais recentes na Seleção Nacional sub-17. Nascido em França, filho de um português e uma francesa, joga no O. Lyon e estreou-se em novembro na Seleção Nacional sub-17, onde já conta nove internacionalizações.
Depois de participar na Ronda de Elite, foi convocado para o Euro 2106 onde alinhou nas duas vitórias de Portugal frente ao Azerbaijão (5-0) e Escócia (2-0): "Nesses dois jogos marcámos muitos golos e tivemos muita posse. E também criámos inúmeras oportunidades. Contra a Escócia só fomos um pouco menos eficazes na finalização. O futebol é assim, às vezes marcamos cinco golos em cinco oportunidades. Noutras, criamos cinco e não marcamos nenhum. Mas o que importa sublinhar é que não sofremos qualquer golo e já estamos qualificados para os quartos de final", começa por explicar ao fpf.pt
Com o confronto com a Bélgica marcado para esta quarta-feira, às 13h00, na Dalga Arena, o avançado não esconde os objetivos lusos: "Queremos ganhar. A Bélgica é a seleção nº1 do ranking de seniores e obrigatoriamente tem de ter qualidade nos escalões de formação. E a verdade é que têm tido sucesso nos últimos anos. Penso que temos de manter a nossa identidade. Vamos continuar a fazer o nosso jogo de posse e de criação de oportunidades. Se assim for, acabaremos por vencer. É sempre importante ficar em primeiro lugar. Nós sentimos que somos respeitados pelas outras seleções e queremos continuar assim.", antevê.
Define-se como "um ponta de lança, um nove tradicional" e assume as suas armas: "Se tivesse de me caracterizar diria que tenho remate fácil, alguma técnica, força e velocidade. Sou um finalizador, acho que é isso que me define", esclarece.
Admirador de Ronaldo, "o brasileiro" e de Luís Suarez "roubava`", se pudesse, a estas referências, a "técnica" e a "raça", mas gosta mesmo é da forma de jogar da Seleção sub-17: "A união e a vontade são as nossas maiores caraterísticas. Nós nunca desistimos. E, em França, joga-se muito mais para não perder enquanto aqui jogamos para ganhar. Para marcar golos. É o jogo ideal para mim que sou avançado", ri.
Jogou oito anos no Lou, um pequeno clube de Lyon, até despertar as atenções do Olympique Lyonnais, um colosso francês: "Eles insistiram que passasse um ano num clube de maior dimensão quando saí do Lou. Emprestaram-me ao FC Lyon e marquei 27 golos na primeira época. Agora estou há três anos a jogar na equipa principal do meu escalão. Também já joguei pelos sub-19", conta. 
Foi chamado para observações em Portugal no passado mês de novembro: "Vim com oito nove jogadores. Desde aí nunca mais parei de vir. Joguei o Torneio do Algarve, a Ronda de Elite e a fase final do Euro. Nem sequer estava à espera de ser convocado. Foi uma grande surpresa", explica.
O pai chegou a França com 17 anos, vindo de Ribeira de Pena, e a mãe é francesa. Sempre quis jogar por Portugal e o pai acompanhou-o na decisão: "Fui muito bem recebido. Fizeram-me sentir verdadeiramente em casa. Também me tenho esforçado. Eu em casa não falava português mas estive na escola nacional e agora já estou de novo a falar muito melhor. A verdade é que desde pequeno que digo, em França, que sou português. Tenho esse sentimento desde que me lembro. E aprendi a cantar o hino, por mim próprio, no you tube, antes do primeiro jogo que fiz como internacional contra a Turquia. Quando visto a Camisola das Quinas arrepio-me todo", finaliza.
Fonte: FpF.PT

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