sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Uma posse reivindicativa


O presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, Jorge Vieira, presidiu à cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos sociais da Associação de Atletismo de Beja, eleitos para o biénio 2016/2018.

Texto e foto Firmino Paixão


Jorge Vieira voltou a Beja para reconduzir António Machado na liderança da Associação de Atletismo de Beja. O líder da estrutura regional da modalidade apresentou uma equipa renovada e motivada para os novos desafios que se colocam para o crescimento e desenvolvimento da modalidade. Sónia Calvário, vereadora no município de Beja com o pelouro de desporto, também testemunhou o ato e, desde logo, se adivinhava que as intervenções dos vários oradores se alinhassem com a necessidade de requalificação da pista de atletismo do Complexo Desportivo Fernando Mamede.
O presidente da assembleia-geral, Amílcar Pereira, deu a tónica, referindo: “Andamos com a casa às costas a caminho de castro Verde e de Odemira, porque não se podem realizar provas em Beja”. Afirmou, contudo: “Sei o esforço que está a ser feito para que isso volte a acontecer o mais breve possível, mas isto está a causar muito transtorno, tanto aos clubes, como aos próprios atletas, por isso é algo que tinha que ser dito nesta hora”.
António Machado, reconduzido na liderança da associação, reforçou a ideia dizendo esperar que “a Câmara Municipal de Beja consiga, até ao final deste mandato, concretizar o desejo que já manifestou de requalificar a pista, para melhorar também a nossa prática desportiva ao nível do distrito e, principalmente, em Beja”.
Mais adiante foi Jorge Vieira, o líder federativo, a reafirmar que “uma das formas que temos de convencer as nossas autarquias a terem outro olhar para a nossa modalidade é o problema das pistas, nomeadamente em Beja, onde temos uma degradadíssima, que tem que ser recuperada. É um dever, diria mesmo, quase moral”. E disse ainda: “Manter uma pista nestas condições não é um bem em termos sociais, espero que a autarquia tenha essa vontade e nós estaremos ao seu lado e ao lado da associação na luta por uma coisa que é elementar para mantermos aqui a modalidade”.
O município está a trabalhar no sentido de requalificar a pista de atletismo, disse-o Sónia Calvário de viva voz, prevenindo, “para que não haja enganos”, que “a sua requalificação está inserida num projeto mais lato de remodelação do Complexo Desportivo Fernando Mamede”. “O equipamento necessita, por exemplo, de benefícios nos balneários, estão degradados pelo tempo e por alguma deficiência na sua manutenção. A remodelação da pista, que é muito desejada e merecida pelos diversos clubes e atletas, será um projeto mais abrangente, que esperamos iniciar rapidamente, porque as pessoas merecem-no”, adiantou.
Na intervenção de Jorge Vieira sobressaiu, também, o conceito de “uma responsabilidade reivindicativa”, que os dirigentes da modalidade devem assumir, “porque temos muitas dificuldades, obstáculos históricos da modalidade e do desporto português”. E deixou no ar uma questão: “Por que é que praticamente todos os concelhos do País têm uma piscina, um campo de futebol, têm, no mínimo, um pavilhão, mas pistas de atletismo não têm? Por que é que isto acontece?”. 

Fonte: http://da.ambaal.pt

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