Caros amigos não se assustem com o título que dei a está rubrica, mas o “Matem o árbitro – Kill the refere” não passa apenas do nome dado ao filme que propõe uma visão humanista dos homens do apito, um filme criado durante o Europeu de 2008, que retractou a vida de alguns dos mais conceituados árbitros do Mundo, tais como, Howard Webb, Roberto Rosetti, Massimo Busacca, etc. Isto tudo porque?! Porque sinceramente nunca pensei que pudessem criar um filme a falar sobre os árbitros, nem mesmo que houvesse algures pelo mundo (penso que na América do Sul) uma claque que apoia a classe arbitrar, levando para campo cerca de 50/60 adeptos com cartões amarelos e vermelhos, de forma a apoiar o homem a quem tanto chamamos de “ovelha negra” do futebol. Seria um espanto ver algo assim, ao revés de entrar em campo e ser assobiado. Imaginem-se a entrar em campo de forma grandiosa sabendo que estaria alguém a nos apoiar caso marcássemos um lançamento mal ou não assinalássemos uma falta. Ao falar nisto, acabo sempre por pensar em algo que me deixa extremamente indignado. Passo a citar. “Um avançado, profissional do Futebol que aufere cerca de 3/4vezes mais do qualquer adepto normal, completamente isolado, falha um golo que parecia certo. Nesta situação em vez de assobiado, é aplaudido e são lhe remetidas palavras de apoio tais como: “Força campeão, para a próxima sai melhor…”. Mas qual é a diferença entre um avançado que falha um golo e um árbitro que falha um lançamento?! Nunca percebi este tipo de comparação, mas isto vai muito para além da minha idade, até muito da minha experiência em termos de árbitro de futebol, para mim tem tudo a ver com a cultura futebolística e isso em Portugal caros amigos, fica muito aquém das espectativas.
Fico contente por ter visto este filme com cerca de 77 minutos, e digo-vos que os árbitros mundialmente conhecidos são seres humanos perfeitamente normais, com as mesmas manias que nós temos de levar uma moeda que chamamos “moeda da sorte” ou levar uns cartões “amaricados” (desculpem me o termo) com o nosso nome gravado. Os hábitos são iguais, só muda mesmo a tela. Por isso mesmo aconselho-vos a ver este vídeo, está algures pela net onde podem efectuar o download e ver situações engraçadas onde árbitros como Massico Busacca, se desculpam perante jogadores como Basinas, da selecção grega dizendo: “I'm not God, I make some mistakes…” – o que traduzido à letra quer dizer “eu não sou Deus, eu cometo alguns erros”.
Como podem ver, os melhores árbitros também erram, mas como sempre me ensinaram e essa é a imagem que vos tento passar, os melhores árbitros não são aqueles que nunca erram, são aqueles que tentam errar menos vezes, admitindo sempre os seus erros. E isso sim é de ser humano com postura e coragem, duas características essenciais para quem quer triunfar no mundo da arbitragem.
Cronica de Bruno Vieira
Bom post, como jogador posso dizer que me custa muito mais um árbitro que seja arrogante, sem humildade, do que um árbitro que possa errar um penalty contra a minha equipa.
ResponderEliminarAndré Ramos