É um filme que se repete! Os tempos de incerteza estão de regresso ao Desportivo de Beja, depois de o até agora presidente do clube, Jorge Parente, ter apresentado esta segunda-feira, 17, ao presidente da mesa da Assembleia Geral, Rogério Palma Inácio, o seu pedido de demissão do cargo, que é definitivo e "tem efeitos imediatos".
Uma decisão que se deve, em primeira instância, aos resultados desportivos da equipa de futebol sénior do clube e que começou a ser amadurecida por Jorge Parente há quase duas semanas, a 9 de Outubro, após o jogo em Beja com o FC São Marcos.
"Na altura, disse aos jogadores que caso as coisas não melhorassem no jogo seguinte se calhar seria eu que estava mais na estrutura. E como a prestação em Vila Nova de São Bento [derrota por 2-1] também não foi aquela que esperava decidi sair, pois não vale a pena andar a insistir", explica ao "CA" o ex-presidente do emblema da rua do Sembrano.
Os restantes elementos da direcção vão, por ora, assegurar o normal funcionamento do clube, até que o presidente da AG marque uma reunião extraordinária de associados para se encontrar uma comissão directiva e agendar novas eleições.
Eleito em Junho de 2010 depois de seis meses à frente de uma comissão directiva, Jorge Parente reconhece que era sua intenção tentar chegar ao fim do mandato. Uma ambição que, afirma, caiu às mãos dos "meandros" próprios do futebol sénior.
"Quem vem de fora e chega aqui, a um mundo totalmente diferente, às vezes tem algumas ilusões. Também passei por essa fase e agora sinto que tenho de dar o lugar a alguém que esteja mais por dentro da engrenagem", justifica.
Críticas à Câmara de Beja
Mas as queixas de Jorge Parente vão além da postura dos atletas do clube e estendem-se igualmente à Câmara de Beja.
"A falta de apoios da autarquia, tanto ao nível dos subsídios como por não perceberem a situação em que o clube está, também me levaram a tomar esta decisão", adianta Parente, sem esconder que quando o actual executivo, liderado por Jorge Pulido Valente, "tomou posse" teve "algumas expectativas – provavelmente exageradas – e a esperança" numa "forma diferente de olhar para as associações e para os clubes".
"Infelizmente isso não se veio a verificar e as preocupações diárias que lhes transmitimos algumas vezes têm estado adiadas das decisões deles. Por isso, não vale a pena estarmos a remar contra a maré", sublinha o ex-dirigente, acrescentando: "O drama é não ter havido da parte da autarquia nem tempo nem vontade de se sentar connosco à mesa e perceber a dificuldade em que o clube está".
Jorge Parente lamenta igualmente que a autarquia bejense não tenha um plano para o pagamento aos clubes, revelando que em 2011 o Desportivo de Beja ainda não recebeu qualquer cêntimo dos cerca de 9.800 euros protocolados com a Câmara Municipal, o que leva a que algumas das despesas do clube, nomeadamente as inscrições das equipas na Associação de Futebol de Beja, tenham sido pagas pelo próprio presidente, que abandona o cargo... como credor do emblema bejense.
"A Câmara de Beja não pode olhar para um clube como sendo um fornecedor de serviços ou de equipamento. E infelizmente é isso que faz! A Câmara olha para o dinheiro que transfere para os clubes como se fosse um pagamento de uma coisa qualquer que comprou em tempos. E depois vai dilatando os prazos… Paga em 80 dias numas vezes, noutras vezes mais tarde – que é o que está a acontecer agora. E isto é incomportável para pessoas que estão no limite das suas capacidades", conclui Jorge Parente.
Uma decisão que se deve, em primeira instância, aos resultados desportivos da equipa de futebol sénior do clube e que começou a ser amadurecida por Jorge Parente há quase duas semanas, a 9 de Outubro, após o jogo em Beja com o FC São Marcos.
"Na altura, disse aos jogadores que caso as coisas não melhorassem no jogo seguinte se calhar seria eu que estava mais na estrutura. E como a prestação em Vila Nova de São Bento [derrota por 2-1] também não foi aquela que esperava decidi sair, pois não vale a pena andar a insistir", explica ao "CA" o ex-presidente do emblema da rua do Sembrano.
Os restantes elementos da direcção vão, por ora, assegurar o normal funcionamento do clube, até que o presidente da AG marque uma reunião extraordinária de associados para se encontrar uma comissão directiva e agendar novas eleições.
Eleito em Junho de 2010 depois de seis meses à frente de uma comissão directiva, Jorge Parente reconhece que era sua intenção tentar chegar ao fim do mandato. Uma ambição que, afirma, caiu às mãos dos "meandros" próprios do futebol sénior.
"Quem vem de fora e chega aqui, a um mundo totalmente diferente, às vezes tem algumas ilusões. Também passei por essa fase e agora sinto que tenho de dar o lugar a alguém que esteja mais por dentro da engrenagem", justifica.
Críticas à Câmara de Beja
Mas as queixas de Jorge Parente vão além da postura dos atletas do clube e estendem-se igualmente à Câmara de Beja.
"A falta de apoios da autarquia, tanto ao nível dos subsídios como por não perceberem a situação em que o clube está, também me levaram a tomar esta decisão", adianta Parente, sem esconder que quando o actual executivo, liderado por Jorge Pulido Valente, "tomou posse" teve "algumas expectativas – provavelmente exageradas – e a esperança" numa "forma diferente de olhar para as associações e para os clubes".
"Infelizmente isso não se veio a verificar e as preocupações diárias que lhes transmitimos algumas vezes têm estado adiadas das decisões deles. Por isso, não vale a pena estarmos a remar contra a maré", sublinha o ex-dirigente, acrescentando: "O drama é não ter havido da parte da autarquia nem tempo nem vontade de se sentar connosco à mesa e perceber a dificuldade em que o clube está".
Jorge Parente lamenta igualmente que a autarquia bejense não tenha um plano para o pagamento aos clubes, revelando que em 2011 o Desportivo de Beja ainda não recebeu qualquer cêntimo dos cerca de 9.800 euros protocolados com a Câmara Municipal, o que leva a que algumas das despesas do clube, nomeadamente as inscrições das equipas na Associação de Futebol de Beja, tenham sido pagas pelo próprio presidente, que abandona o cargo... como credor do emblema bejense.
"A Câmara de Beja não pode olhar para um clube como sendo um fornecedor de serviços ou de equipamento. E infelizmente é isso que faz! A Câmara olha para o dinheiro que transfere para os clubes como se fosse um pagamento de uma coisa qualquer que comprou em tempos. E depois vai dilatando os prazos… Paga em 80 dias numas vezes, noutras vezes mais tarde – que é o que está a acontecer agora. E isto é incomportável para pessoas que estão no limite das suas capacidades", conclui Jorge Parente.
Seis presidentes depois de Chalaça . Resultados desportivos e falta de apoio da Câmara Municipal de Beja levaram o presidente do Desportivo a demitir-se. Mais uma vez, o clube de Beja volta a mergulhar numa crise directiva. Um ciclo que não consegue emendar há vários anos!É um filme que se repete! Os tempos de incerteza estão de regresso ao Desportivo de Beja, depois de o até agora presidente do clube, Jorge Parente, ter apresentado esta segunda-feira, 17, ao presidente da mesa da Assembleia Geral, Rogério Palma Inácio, o seu pedido de demissão do cargo, que é definitivo e "tem efeitos imediatos". Uma decisão que se deve, em primeira instância, aos resultados desportivos da equipa de futebol sénior do clube e que começou a ser amadurecida por Jorge Parente há quase duas semanas, a 9 de Outubro, após o jogo em Beja com o FC São Marcos. "Na altura, disse aos jogadores que caso as coisas não melhorassem no jogo seguinte se calhar seria eu que estava mais na estrutura. E como a prestação em Vila Nova de São Bento [derrota por 2-1] também não foi aquela que esperava decidi sair, pois não vale a pena andar a insistir", explica ao "CA" o ex-presidente do emblema da rua do Sembrano. Os restantes elementos da direcção vão, por ora, assegurar o normal funcionamento do clube, até que o presidente da AG marque uma reunião extraordinária de associados para se encontrar uma comissão directiva e agendar novas eleições. Eleito em Junho de 2010 depois de seis meses à frente de uma comissão directiva, Jorge Parente reconhece que era sua intenção tentar chegar ao fim do mandato. Uma ambição que, afirma, caiu às mãos dos "meandros" próprios do futebol sénior. "Quem vem de fora e chega aqui, a um mundo totalmente diferente, às vezes tem algumas ilusões. Também passei por essa fase e agora sinto que tenho de dar o lugar a alguém que esteja mais por dentro da engrenagem", justifica. Críticas à Câmara de Beja Mas as queixas de Jorge Parente vão além da postura dos atletas do clube e estendem-se igualmente à Câmara de Beja. "A falta de apoios da autarquia, tanto ao nível dos subsídios como por não perceberem a situação em que o clube está, também me levaram a tomar esta decisão", adianta Parente, sem esconder que quando o actual executivo, liderado por Jorge Pulido Valente, "tomou posse" teve "algumas expectativas – provavelmente exageradas – e a esperança" numa "forma diferente de olhar para as associações e para os clubes". "Infelizmente isso não se veio a verificar e as preocupações diárias que lhes transmitimos algumas vezes têm estado adiadas das decisões deles. Por isso, não vale a pena estarmos a remar contra a maré", sublinha o ex-dirigente, acrescentando: "O drama é não ter havido da parte da autarquia nem tempo nem vontade de se sentar connosco à mesa e perceber a dificuldade em que o clube está". Jorge Parente lamenta igualmente que a autarquia bejense não tenha um plano para o pagamento aos clubes, revelando que em 2011 o Desportivo de Beja ainda não recebeu qualquer cêntimo dos cerca de 9.800 euros protocolados com a Câmara Municipal, o que leva a que algumas das despesas do clube, nomeadamente as inscrições das equipas na Associação de Futebol de Beja, tenham sido pagas pelo próprio presidente, que abandona o cargo... como credor do emblema bejense. "A Câmara de Beja não pode olhar para um clube como sendo um fornecedor de serviços ou de equipamento. E infelizmente é isso que faz! A Câmara olha para o dinheiro que transfere para os clubes como se fosse um pagamento de uma coisa qualquer que comprou em tempos. E depois vai dilatando os prazos… Paga em 80 dias numas vezes, noutras vezes mais tarde – que é o que está a acontecer agora. E isto é incomportável para pessoas que estão no limite das suas capacidades", conclui Jorge Parente.
| ||||||
| http://www.correioalentejo.com |
Sem comentários:
Enviar um comentário