Esta semana abordo este tema por ser um assunto que ouço constantemente em todos os treinos, blogs, sites dos seios das equipas Alentejanas que recorrem a elementos de “fora” para constituírem o seu plantel. Eu tenho uma opinião muito pessoal sobre este assunto, consigo compreender que cada clube pertence a uma determinada área/região e que todas as regiões têm a sua história, e nas terras pequenas neste caso do Alentejo, é normal que os locais gostem de ver que as suas equipas, sejam elas de futebol, andebol ou futsal sejam representadas por elementos também eles da terra, mas contudo nem sempre é possível. Muita das vezes pela falta de quantidade, de capacidade ou disponibilidade, os clubes alentejanos recorrem a jogadores que vêm de longe para formar os seus plantéis, não quero dizer com isto que os jogadores que vêm de fora são melhores que aos locais, nada disso. Mas as pessoas têm que compreender que ambos os tipos merecem no mínimo respeito porque não vejo jogadores locais fazerem viagens de 200km para vir jogar a Lisboa a troca de nada a não ser o convívio. É errado pensar que todos os jogadores que vêm de fora fazem a viagem apenas pelo dinheiro, não se pode generalizar esse conceito. Conheço de perto exemplos como União de Montemor e Ferreirense que são equipas que têm ambição e tem objectivos mas o seu plantel é formado maioritariamente por jogadores de fora. Contudo entristece-me ver comentários em blogs ligados aos clubes que apenas têm o objectivo de destruir o bom ambiente das equipas e a confiança dos jogadores, muita das vezes são pessoas que estiveram no clube mas no entanto não tiveram capacidade para se manterem e não tem a coragem de assumir enquanto indivíduos e expor as suas críticas de forma aberta e construtivas aos elementos directivos de cada clube, invés optam pelo insulto fácil e distorção da realidade. Eu vejo pelo exemplo da minha terra, Mértola, em que o clube Guadiana dispõe de excelentes condições para a prática de futebol mas há alguns anos tinha imensa dificuldade em arranjar jogadores para formar uma equipa, pois não tinha possibilidades de ir buscar ninguém de fora e nem os jogadores da terra queriam saber do clube, ou seja, o que é preferível? Ter um clube formado por jogadores da terra que jogam pela cerveja, não levam o futebol a sério e não se importam se ganham ou perdem? Ou ter uma equipa formada por elementos de fora e da terra que jogam a sério, que querem levar a equipa a outros patamares? A minha opinião pessoal é de que não há jogadores da terra ou de fora, há uma equipa um grupo cujo principal objectivo é dignificar a camisola do clube e quem não o faz deve ser posto de parte e afastado do clube. Eu como jogador de “fora” senti muitas vezes essa discriminação que até consigo compreender, mas que me entristece pois acho que os jogadores que fazem viagens longas apenas pelo prazer de jogar futebol e conhecer novas terras merecem respeito pelo esforço que fazem. O primeiro passo para se formar uma grande equipa, é ter uma grande união dentro do plantel, porque por mais fraco que seja um plantel enquanto há vontade a união faz a força!
Eu não sei quem é este Fábio Coentrão mas de Mértola não é de certeza... ou não publicava tal mentira... Nunca em mértola os jogadores da terra não quiseram saber do clube... É FALSO!!!
ResponderEliminaramigo sotem de ir ao blogue http://cracksdefutebol.blogspot.com/ e por tb na conica dele la npois nós so retiramos e por acaso não lemos tudoe pensamos que a gente de Mértola nos merece todo respeito r tb a nivel de futebol,e , outras modalidades.
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