terça-feira, 7 de agosto de 2012

João Almeida: «A este nível não há espaço para falhas»


falha "meias" dos 110 m barreira

Autor:LUSA
 
 
O português João Almeida acreditava na passagem às meias-finais dos 110 metros barreiras dos Jogos Olímpicos, mas ficou esta terça-feira pelas eliminatórias, embora com o seu quarto melhor tempo de sempre, apesar de um erro técnico.

Com 13,69 segundos, 22 centésimos acima do recorde nacional que lhe valeu a presença em Londres, o atleta do Sporting terminou a sua série na sexta posição e em 31.º na geral, lamentando a velocidade perdida com o toque na terceira barreira, numa corrida ganha pelo norte-americano Jason Richardson, campeão do Mundo.

"A este nível não há espaço para falhas. Eu falhei na parte inicial da corrida, foi o suficiente para ditar a minha saída. É bom saber que isto não é um campeonato regional, em que podemos falhar e mesmo assim ganhar. Aqui não é assim", disse João Almeida, que aos 24 anos fez a sua estreia olímpica.

As palavras do português tanto servem para ele como para o chinês Liu Xiang, recordista olímpico e campeão em Atenas'2004, que caiu na primeira barreira da sexta e última série, sofrendo o segundo revés consecutivo nos Jogos, depois de uma lesão no tendão de Aquiles o ter afastado em Pequim'2008.

Explicando o seu caso, o atleta de Lisboa disse que "a projeção da bacia na terceira barreira provocou um toque", causando "uma perda de velocidade que foi o suficiente" para lhe travar o andamento. "As falhas técnicas acontecem e ainda por cima, num rapaz com menos experiencia do que os outros, é normal que aconteça. Significa que há muito trabalho a fazer", acrescentou.

No entanto, o tetracampeão nacional estava satisfeito com o registo alcançado, uma vez que, "mesmo com um erro técnico", conseguiu "uma marca que está entre as melhores de sempre em Portugal", elegendo este como o "aspecto positivo" a retirar da sua curta participação em Londres'2012.

Depois desta experiência, que considerou "fantástica", João Almeida não quer pensar já nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, preferindo "viver o hoje, ter os pés assentes na terra antes de olhar para o céu", porque "há muita coisa para sentir, para trabalhar, hoje, amanhã, depois de amanhã". Até lá serão mais quatro anos de trabalho a juntar aos 10 que este atleta por "influência da família" e barreirista "por acaso" já leva como federado. "Eu não ganhava prova nenhuma. Por acidente ganhei as barreiras uma vez e deixei-me agarrar antes que fugisse a oportunidade. Tinha cerca de 14 anos", resumiu.

Confira todos os resultados dos Jogos.
Fonte:  http://www.record.xl.pt/

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