O jogador Rui Silva defesa/médio com 31 anos renovou contrato por mais 1
época, foi convidado para dar a primeira entrevista do site do clube!
Site – Sendo natural das Amoreiras-Gare, mas reside no Barreiro, o que significa para si jogar no clube da sua terra natal?
Rui Silva - É com enorme prazer que respondo as vossas questões.
Não sou natural de Amoreiras-Gare mas tenho uma ligação enorme com esta
maravilhosa terra. É como se fosse a minha terra natal. O jogar na terra
que praticamente me viu nascer é um orgulho enorme. Sempre acompanhei o
GDRA desde a sua fundação visto que o meu pai sempre esteve ligado ao
Clube, primeiro como jogador e depois como treinador-adjunto e director.
Site – Ingressou no clube na época 2010/2011 com um conjunto de
amigos que trouxe do Barreiro para as Amoreiras, foi fácil convencer os
seus amigos para esta aventura?
Rui Silva - No meu grupo de amigos praticamente todos foram
federados e ate alguns profissionais neste desporto. O impulsionador da
ida deste grupo para o GDRA, (somos 8 no total), foi o meu pai Leopoldo
Silva. Foi fácil de os convencer. Como no momento nenhum dos 8 jogava, e
como o gosto por o futebol continua presente achamos ser uma excelente
oportunidade de voltar a viver algumas das emoções. A conversa surgiu
num jantar que praticamente todos os fins-de-semana fazemos, e foi logo
aceite por todos e o entusiasmo foi enorme, e assim começou a ida deste
grupo até Amoreiras-Gare. O grupo foi muito bem recebido pelas gentes de
Amoreiras-Gare, e todos têm um gosto enorme por vestirem a camisola do
GDRA. Acho que também já fazem parte da própria terra.
Site – Jogou na 3ª divisão ao serviço do Ourique, jogou ainda no
Entradense e no Odemirense na 1ª distrital, o que significa para si
jogar no Campeonato da Inatel?
Rui Silva - O campeonato de INATEL serve essencialmente para
praticar desporto mas ao mesmo tempo competir. É um campeonato
totalmente amador mas muito competitivo. Tem excelentes equipas, e muito
bons jogadores, que por vários motivos, seja profissional ou outros não
podem treinar e esta é uma excelente oportunidade de continuar a fazer o
que mais gostam. Mas tenho a certeza que muitos tinham lugar em várias
equipas que militam noutras divisões.
Site – Ainda hoje podia estar a jogar num campeonato mais competitivo, porque é deixou essa hipótese de lado?
Rui Silva – Deixei de jogar futebol quando tinha 25 anos, jogava
no Odemirense. Na altura comecei a trabalhar na Câmara Municipal de
Lisboa, e era impossível continuar a jogar. Depois quando regressei ao
Barreiro continuei a estudar e a Universidade levava muito do meu tempo,
e por isso não voltei a calçar as botas. Aos 25 anos já não se tem
grandes expectativas de ser alguém no mundo do futebol e por isso
preferi estudar do que continuar. E foi essa a razão pelo qual deixei de
jogar em campeonatos mais competitivos.
Site – As Amoreiras-Gare o ano passado ganhou a Taça da Agência de Beja, o que sentiu nessa altura?
Rui Silva – Muita gente desvaloriza esta taça, mas nem todos
conseguem la chegar. É um campeonato complementar mais fraco que durante
a fase regular mas as equipas que la se encontram continuam a ser
extremamente competitivas. Foi com enorme prazer e orgulho que levamos a
taça para Amoreiras-Gare. Senti-me muito feliz por pertencer a um grupo
que pela primeira vez na história do clube ganhou algo. Foi uma fase
muito difícil onde a sorte nos acompanhou e conseguimos alcançar os
objetivos propostos por esta direção. Queria deixar também uma palavra
de apreço a direção do GDRA que com muito custo e muito sacrifício
conseguem fazer com que tudo funcione na perfeição.
Site – As Amoreiras-Gare mudou de treinador ao meio da época, o
que acha que falhou com Carlos Esteves para não ter o sucesso desejado?
Rui Silva – Começamos a época 2011/2012 com o treinador Carlos
Esteves. È um jovem com muitas qualidades, mas isto no futebol nem
sempre é fácil. Em minha opinião ainda tem uma grande margem de
progressão. Mas para isso terá de trabalhar e tentar compreender melhor
um balneário e o próprio jogo, e os resultados também não ajudaram e foi
esse o motivo que levou a sua dispensa. Tem de ter pulso firme, e não
se deixar levar por pressões, nem por factores externos. Mas acredito
que poderá ser um treinador que muitos respeitarão daqui a alguns anos.
Site – A continuidade de Francisco Lino será importante para sucesso do clube nesta época?
Rui Silva – O mister Francisco Lino entrou na altura que a fase
regular do campeonato terminou. Tem um saldo extremamente positivo no
que respeita ao número de vitórias. Tem 6 vitórias e apenas um empate em
7 jogos. A sua continuidade no clube é importante visto que a
estabilidade é fundamental.
Site – Sendo um dos capitães de equipa, com as saídas de 2 deles
esta época, terá um papel mais importante no grupo de trabalho, como
pensa exercer esse papel no seio do grupo?
Rui Silva – É com enorme orgulho que sou um dos capitães de
equipa. Não é por ser capitão de equipa que tenho mais ou menos
privilégios que todos os outros elementos do plantel, mas tento sempre
dar o máximo e tento ajudar e apoiar todos os meus colegas e este ano
não será excepção.
Site – Quais são as suas ambições para esta época? O G.D.R. Amoreiras-Gare poderá lutar pela conquista da Taça Fundação?
Rui Silva – Como todos os clubes, o GDRA não é diferente, e tem
sempre ambições. Será um campeonato muito difícil, visto que alguns
clubes que competiam na 2ª Divisão Distrital desistiram e por isso
muitos desses jogadores que constituíam esses planteis jogarão em clubes
que estão no Inatel, e por isso o nível será mais elevado. O que
podemos prometer é que entraremos sempre em campo com o objetivo de
ganhar. Temos os pés bem assentes no chão e sabemos o nosso valor. Por
isso tentaremos jogo a jogo ganhar e depois no final faremos as contas.

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