A equipa de seniores da Zona Azul, que na última época falhou por pouco a subida à 2.ª Divisão Nacional, já prepara a nova época desportiva.
Texto e foto Firmino Paixão
Uma temporada com a novidade de um novo modelo competitivo, que começa por um campeonato inter-regional. Outra novidade é a chegada de Luís Amaral, 43 anos, a treinador da formação principal. Um técnico que conhece o terreno que pisa, foi atleta e dirigente do clube, e que, sem limite para a ambição, modera a fronteira dos objetivos.
A Zona Azul já prepara a nova época desportiva e a grande novidade é a liderança de um novo técnico?Em termos internos essa é de facto a grande novidade, mas há outras, a principal em termos competitivos é que o campeonato onde estamos inseridos este ano não será organizado pela Federação, mas sim pelas associações regionais de Beja, Évora, Algarve e Setúbal. Haverá uma fase regional e depois uma intermédia, não estando ainda definido o número de equipas que passam à segunda fase.
O plantel recebeu alguns reforços?Há algum tempo que nós jogamos com a prata da casa. Este ano a base do plantel manteve--se e tentámos recuperar alguns miúdos que estavam ausentes e que voltaram porque vieram estudar para a região. Também estamos a contar com alguns atletas mais experientes que estavam afastados da modalidade e que, ao que tudo indica, vão voltar para integrar a equipa.
Um plantel forte e capaz de fazer coisas interessantes?Para já o plantel dá-me garantias que vai estar ao nível do que tem vindo a fazer nas últimas temporadas. Como disse, o núcleo duro mantém-se e é um conjunto de jogadores com alguma experiência, habituado a trabalhar e a sofrer, e que nos dá algumas garantias.
E os objetivos para a temporada?Já falámos isso com o grupo e posso assumir desde já que o objetivo inicial será ultrapassar a primeira fase. A seguir logo se verá...
Na época passada a 2.ª Divisão esteve muito perto...Se bem me lembro, no ano passado, ninguém referiu que esse seria um dos objetivos principais. As coisas foram acontecendo, a equipa foi-se preparando para ganhar os jogos, começou mal e acabou bem. Depois, na última fase, e por variadíssimas razões, acabou por não conseguir o objetivo que nessa altura teria sido definido entre o grupo, que seria tentar ascender à 2.ª Divisão. Neste momento, aquilo em que quero que estejamos focados, não pensando para já no acesso à 2.ª Divisão, é sermos bem sucedidos nesta primeira fase da prova.
O campeonato será mais fácil este ano?Teoricamente esta primeira fase não será constituída por aquelas equipas que tradicionalmente são candidatos assumidos à subida de divisão. Estou a pensar no Torrense, no Alto do Moinho. Para já não encontraremos esses habituais candidatos, mas teremos equipas bem complicadas, cujo valor não podemos menosprezar. E poderá surgir uma ou outra equipa que, não sendo candidata, pode entrar nas contas dos lugares que darão acesso à segunda fase.
O distrito tem poucas equipas a competir a este nível, a Zona Azul tem sido o único representante...Já que estamos a falar de novidades, acho que não vou cometer nenhuma inconfidência, creio que Serpa terá esta época uma equipa de seniores, com muita juventude e outros jogadores com alguma veterania. É muito importante ter surgido mais uma equipa aqui no nosso distrito.
O andebol tem sentido a recessão que tem atingido noutras modalidades?A Federação de Andebol de Portugal teve um empenho no sentido de minimizar um bocadinho o esforço financeiro dos clubes com as deslocações, daí ter surgido esta opção de uma primeira fase inter-regional. Mas a crise e as suas restrições são transversais à nossa sociedade e os clubes, mais cedo ou mais tarde, uns mais, outros menos, acabam também por ser atingidos por este flagelo.
A Zona Azul mantém um bom trabalho nos escalões de formação?Nos últimos anos temos estado afastados dos patamares cimeiros, como, por exemplo, a 1.ª divisão de iniciados e juvenis, mas o clube está atento a essa situação, normalmente são coisas que acontecem por ciclos e nós, este ano, estamos a tentar outra vez ter uma base com muitos miúdos que evoluam pelos vários escalões de formação para que possamos ter um bom suporte cá em cima nos seniores.
Quem é o Luís Amaral, o que podemos conhecer do seu perfil?Estou na Zona Azul desde os 11 anos, joguei até aos 25, percorri todos os escalões, depois fiz um interregno devido às obrigações profissionais e pessoais. Voltei já com alguma idade, aos 28, e consegui jogar até aos 35, ainda dei uma ajuda ao grupo. Paralelamente a isto sou professor de informática na Escola D. Manuel I, em Beja. Surgiu o convite para entrar para dirigente, onde estive dois anos e depois um segundo convite para integrar a equipa técnica que aceitei. Desde há seis anos a esta parte, passei por quase todos os escalões de formação e cheguei agora aos seniores para substituir o Carlos Guerreiro.
Fonte: http://da.ambaal.pt
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