sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A Associação Cultural e Recreativa Zona Azul, de Beja, comemora 37 anos: Queremos mostrar que existimos



Fundada em Beja no dia 9 de outubro de 1975, a Zona Azul assinala 37 anos de existência, na próxima terça-feira, com a realização de uma gala de aniversário que terá lugar no Teatro Municipal Pax Julia.

Texto e foto Firmino Paixão
Um clube com a idade da democracia portuguesa, fundado com o impulso com que a Revolução de Abril perfumou e dinamizou o associativismo cultural e desportivo, e que ao longo de quase quatro décadas tem seguido a mesma filosofia de proporcionar a prática desportiva e cultural à juventude da região. Vasco Cordeiro, atual presidente da Zona Azul recorda que As bases da Zona Azul foram lançadas antes do 25 de Abril, no ano de 1973; houve um movimento dos jovens moradores nas Alcaçarias. O grupo juntava-se e tinha alguma atividade pontual, mas depois veio o 25 de Abril e a legalização da ACR Zona Azul deu-se em 1975.

O nome de Zona Azul deriva da prática columbófila que existia na altura?
O nome resultou da divisão columbófila que então existia na cidade de Beja. Toda esta zona circundante da nossa sede era a Zona Azul da Columbofilia e como alguns dos jovens dessa época, que posteriormente foram os fundadores da associação, estavam ligados a essa modalidade, resultou que a denominação Zona Azul imperasse.

O futebol foi a modalidade que mais a projetou e da qual saíram alguns internacionais, mas viria a ser abandonado...Foram anos de ouro dessa grande equipa de juniores da Zona Azul, que em Beja nenhum dos grandes conseguia vencer, e de onde saíram alguns internacionais, como o Francisco Fernandes e o António Rolim, como também já saíram de outras modalidades. Mas devido a certas vicissitudes, a secção de futebol achou por bem suspender a atividade. Alguns anos depois ainda foi reativada com uma participação nas provas do Inatel e na 2.ª Divisão Distrital, mas voltou a fechar.

Tornaram-se então num dos clubes mais ecléticos da região...Já éramos, penso que desde a nossa fundação que somos um clube muito eclético. Começámos a praticar andebol numa cidade onde ele não existia, e iniciámos outras modalidades como o xadrez, as damas e o badmington, o ciclismo, e o ténis, entre outras. Hoje em dia estamos com sete modalidades que são o andebol, o ténis, atletismo, campismo, columbofilia, ginástica e natação.

O andebol é atualmente a menina dos olhos da Zona Azul?

O andebol, como modalidade coletiva, é sem dúvida uma atividade muito forte no clube, sobretudo ao nível de formação e competição. No entanto, todas as outras, quer na área da formação e algumas já em processo competitivo, merecem o nosso melhor apoio e carinho. Devo referir que, até ao próximo dia 12, qualquer miúdo que queira experimentar a prática das nossas modalidades pode fazê-lo gratuitamente.

Neste período de quase quatro décadas a Zona Azul consolidou o seu projeto e adquiriu património …

Os nossos objetivos, para além de proporcionarmos a prática desportiva a todo um vasto universo de pessoas, jovens e menos jovens, foram sempre tentarmos ser o mais independentes possível. Com muitos sacrifícios, muito esforço e com alguns apoios, conseguimos adquirir a nossa sede e, posteriormente, o 1.º andar do edifício, embora ainda esteja habitado. Construímos outras infraestruturas desportivas, como o complexo de ténis, para além de termos uma boa frota de transportes. Temos sete carrinhas de nove lugares – somos praticamente autossuficientes.

A Zona Azul foi sempre um centro de formação de referência?

Sem dúvida. Não só em termos de atletas, mas também de técnicos e dirigentes. Temos uma grande escola de dirigentes, por aqui têm passado inúmeras pessoas que se formaram numa época em que o dirigente fazia tudo e não se especializava em determinadas modalidades. Aos nossos técnicos temos procurado dar formação específica nas diversas modalidades e a grande maioria tem até formação académica superior.

A gala de aniversário vai repetir-se em anos futuros?

Isto é o início de um ciclo. Dada a situação por que o País está a passar, e no Alentejo ainda de forma mais agravada, pensámos dar um abanão, mostrar que existimos, mostrar o que temos, o que valemos e o potencial de crescimento que temos se tivermos mais alguns apoios. Essa é a ideia principal.

Qual é o grande projeto que falta à Zona Azul concretizar?

São tantos. Felizmente, temos ideias antigas de novas infraestruturas, um ginásio, uma nova sede, mas em termos desportivos nunca demos um passo além daquilo que podemos. No passado talvez pudéssemos ter apostado mais e termos competido em divisões superiores, mas, provavelmente, não estaríamos hoje a comemorar o 37.º aniversário.


Programa da Gala:

Abertura às 21 e 30 horas; apresentação do Clube; passagem de modelos de vestuário desportivo (1.ª parte); música – Os Bubedanas, Trilho Secreto e Tiago Bento; histórias com Jorge Serafim; homenagem aos fundadores (Joaquim Santos, João Mimoso, Jerónimo Duro, Francisco Fresco, António Costa, António Vitória, Joaquim Cavaco, José Manuel, Manuel Serrano e José Carlos); passagem de modelos de vestuário desportivo (2.ª parte); música – Paulo Ribeiro. 

Fonte:  http://da.ambaal.pt/

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