O Farense iniciou este jogo, contra o penúltimo, consciente da superioridade que a tabela classificativa ilustra. E aconteceu o que é muito frequente em jogos de futebol, nomeadamente quando as equipas são de localidades vizinhas: O "fraquinho" arregaçou as mangas e o "forte" ficou um bocado atrapalhado, e só não sofreu a 1ª derrota em casa, porque teve ainda foi capaz de reagir a uma letargia que quase lhe era fatal.
Na realidade o Farense que apareceu de início com 4 jogadores menos frequentes na equipa inicial, que passaram a 5 ainda antes dos 15 minutos com a lesão de Caju, foi surpreendido pela agressividade, rapidez e forma de jogar do Louletano, com os jogadores sempre muito juntos e concentrados na zona do meio campo, e o Farense nunca conseguiu fazer a bola circular entre os seus jogadores da forma habitual.
No entanto aos 24 minutos, na sequência de um canto, a defesa do Louletano deu uma mostra da razão de ser da sua classificação, permitindo 2 toques dos avançados Farenses muito perto da sua baliza dando hipótese a Diop de fazer o 1º golo. Encontrando-se em vantagem, os jogadores do Farense ainda mias se convenceram que a vitória seriam "favas contadas" e tudo continuou nos mesmos moldes, até aos 62 minutos de jogo, quando numa reposição de bola do guarda redes Serrão, a bola foi interceptada pelo meio campo do Louletano que rapidamente lançou João Reis e este em velocidade bateu Fábio Teixeira, desviando depois do alcance de Serrão. O Farense nem teve tempo de pensar no que lhe estava a acontecer, pois 5 minutos depois a bola metida nas costas da defesa do Farense, foi recolhida por Filhó, descaído para o lado esquerdo do seu ataque, ainda fora da grande área, que, vendo Serrão adiantado, lhe fez um chapéu tremendo, fazendo a bola cair a pingar junto ao ângulo superior, e colocando a sua equipa em
vantagem no marcador.
Aqui o Farense "acordou" e descobriu que estava em risco de perder um jogo em casa contra um adversário do fim da tabela, e que não se mostrara tão fraquinho como todos estavam a pensar e, ajudado pelo treinador que colocou em campo mais 2 avançados, por troca pelo trinco Gualter e pelo (estreante e quase inexistente) ala Telmo, começou a forçar o ataque directo às redes adversárias, mesmo reduzido a 10 unidades por expulsão com duplo amarelo de Bruno Bernardo, foi capaz de empurrar o Louletano para dentro da sua grande área, conseguindo chegar ao empate por Ibrahima em cima do minuto 90, e só não chegando à vitória nos descontos (apenas 4 minutos, quando o jogo deve ter estado parado quase 10 para assistir jogadores lesionados e substituições) por alguma falta de lucidez dos avançados do Farense.
Esperemos que este jogo tenha servido de lição para a equipa do Farense e que no próximo jogo, também com um dos últimos classificados, não esperem facilidades, começando logo desde o apito inicial, a demonstrar a razão de ser da sua classificação e dos objectivos que tem para esta época: a subida à II Liga.
Termino com votos de feliz Natal para todos os leitores e responsáveis deste blogue e que 2013 traga tudo bom.
Crónica de Eduardo Roque

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