sexta-feira, 17 de maio de 2013
Divagando
José Saúde
As memórias desportivas bejenses são férteis em acontecimentos que sempre souberam discernir as suas exequíveis fronteiras. Aliás, o desporto no distrito de Beja evoluiu insofismavelmente, ficando contudo resquícios que, a espaços, conheceu desavenças no seio das comunidades. Assim sendo, muitas das agremiações desapareceram e outras permanecem incólumes às adversidades. Numa espreitadela às origens do futebol sul alentejano, narrativas inseridas na História do Desporto no Distrito de Beja, deparei-me com uma coletividade que em 1915 fez furor no jogo da bola na velha Pax Julia. Esse emblema dava por nome o “Glória” e tinha o “Águia” como um dos seus principais rivais. A curiosidade revelou-me um apelo emanado pela direção numa assembleia geral que decidiu marcar os horários dos treinos (4.ª feiras, sábados e domingos, pelas 14 horas), ressalvando os dirigentes que a falta de um jogador a uma sessão de trabalho tinha como consequência uma multa de 50 reis. Revejo agora a atual realidade futebolística bejense. Para trás ficaram momentos de fama e de uma indesmentível reputação. O Desportivo escreveu com letras de ouro o nome do Alentejo no palanque do futebol nacional. O povo rejubilou. No mais recôndito lugarejo luso, falava-se de Beja. O orgulho do emblema do Desportivo era infinito. Defender as suas cores apresentava-se restrito para os candidatos. Falo com experiência própria. Porém, a verdade observada diz-me que já nada é como dantes. O furor emblemático de outrora foi quedando-‑se ante as tormentas. Observo o seu 13.º lugar final na pauta classificativa no campeonato primodivisionário na AF Beja. Desceu de divisão. O momento não passa pelo antiquíssimo regresso às multas, tão-pouco imputar responsabilidades a quem se entregou à causa do dirigismo. Respeito. Divagando sobre um tempo inacabado, é hora de levantar a cabeça, refazer conteúdos e trazer o Desportivo ao lugar que lhe pertence.
Fonte: http://da.ambaal.pt/
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