terça-feira, 22 de outubro de 2013

Futebol - Seleção A Refrear emoções


Refrear emoções
Futebol - Seleção A

Refrear emoções

Pela primeira vez na Seleção Nacional feminina A, Fátima Pinto aborda o futuro com cautelas e alerta para os obstáculos que se avizinham nesta qualificação.
A médio lusa admite que tendo ainda dois anos no escalão de sub-19 pela frente não estava à espera de ser chamada tão cedo à Seleção Nacional. No entanto, se tiver oportunidade de jogar, tudo fará para conquistar um espaço no grupo.

"Não estava nada à espera de ser chamada tão cedo e quando recebi a convocatória nem sequer fui capaz de ler a informação até ao fim. Ainda tenho mais dois anos pela frente enquanto jogadora das Sub-19 e não esperava chegar às AA tão rápido. Estou feliz por ter sido chamada para um estágio com um objetivo competitivo, mas mesmo que não houvesse competição envolvida ficaria igualmente satisfeita. Agora, tenho noção que havendo a possibilidade de jogar, de mostrar o que valho em campo, talvez tenha maiores hipóteses de ficar na equipa do que se fosse apenas em situações de treino."

Independentemente de se poder estrear ao serviço da principal seleção feminina portuguesa, Fátima Pinto espera conseguir mostrar o valor que possui, justificando esta primeira chamada. "É um grupo com muita qualidade, com grandes jogadoras e sabemos que não é fácil conquistar um espaço, mas uma vez que estou cá e que os professores confiaram em mim para representar o grupo, tudo farei para mostrar que valeu a pena esta chamada. Se vou jogar ou não, não sei, mas quero muito provar-lhes que tenho o valor que eles viram em mim quando decidiram chamar-me. Ainda tenho de me adaptar a alguns aspetos dentro de campo. Há formas de jogar diferentes, até porque temos jogadoras com caraterísticas diferentes, mas acredito que me vou adaptar rapidamente e vou conseguir dar o máximo. No fim, sairei de cá com uma experiência completamente diferente e com uma responsabilidade acrescida!"

Depois da vitória dilatada no arranque da qualificação (5-1, diante da Grécia), a avançada lusa alerta para a necessidade de o grupo refrear as emoções, até porque se avizinha um jogo mais complicado. "Como o professor Violante nos diz, é preciso manter os pés bem assentes na terra. Começámos bem, com uma vitória segura, mas a Holanda é um adversário totalmente diferente da Grécia. É uma equipa muito forte, que nos vai obrigar a lutar mais pela vitória e pelo nosso lugar. Vamos continuar a acreditar, mas sem sonhar muito alto."

As comandadas de António Violante prosseguem com os trabalhos de preparação em Rio Maior até à próxima quinta-feira, dia em que viajarão para o norte do país.
Fonte: FPF.Pt

Sem comentários:

Enviar um comentário