Quase
meio milhar de espectadores esteve presente no campo José Sereto a
assistir a este dérbi, numa tarde fria em que o sol espreitou
timidamente.
O jogo iniciou-se
pautado pelo equilíbrio com os primeiros minutos do desafio a servirem
para as equipas se estudarem mutuamente. O Atlético apresentou-se fiel
ao seu sistema de jogo com uma única alteração no onze inicial, a
entrada do avançado Rui Pereira para o lugar do lesionado Octávio. A
equipa da casa apresentou-se organizada e combativa com o claro objetivo
de jogar em ataques rápidos, tentando explorar as costas da defensiva
reguenguense através de diagonais dos extremos Marvin e Cambim.
Neste dérbi
apresentaram-se, claramente, duas filosofias distintas de estilo de
jogo. De um lado uma equipa que privilegia a manutenção da posse de
bola, o Atlético, e do outro uma equipa que procura transições rápidas
quando recupera a bola. Foi nestes pressupostos que a primeira parte se
desenrolou, com a exceção dos primeiros 15 minutos de equilíbrio. O
Atlético foi começando a tomar conta do jogo dando velocidade ao
encontro com rápidas trocas de bola e boas combinações pela ala direita
do seu ataque. Ainda antes da meia hora de jogo e depois de um boa
jogada do ataque Reguenguense, o avançado Rui Pereira foi carregado em
falta dentro da área Perolivense. Penalty que o médio Jorge Balixa se
encarregou de bater, permitindo uma excelente intervenção do guardião
Rafael. Apesar do domínio territorial da equipa Reguenguense as equipas
foram para o descanso com um empate a zero.
Se a primeira parte
tinha sido de maior domínio do Atlético com a SUP apenas a incomodar em
alguns livres perigosos, a segunda metade foi ainda de maior domínio
para os forasteiros e para isso muito contribuiu o golo de Belarmino
Tavares logo nos minutos iniciais do reatamento da partida. Aos 48
minutos no seguimento de um excelente trabalho e cruzamento de Rui
Pereira do lado direito do ataque, ao segundo poste o médio Tavares
surge nas costas do lateral Miguel Cebola a cabecear como mandam as
regras, de cima para baixo, e consegue inaugurar o marcador.
Os jogadores do
Perolivense acusaram um pouco o golo e a equipa do Atlético ganhou
confiança e qualidade na circulação de bola, dispondo de duas claras
ocasiões de golo que foram negadas com excelentes intervenções do
guardião da casa. Aos 63 minutos o Atlético marcou o segundo golo por
intermédio de Vasco Barros, no seguimento de mais uma assistência de Rui
Pereira e, praticamente, sentenciou o encontro.
Até ao final da
partida, os forasteiros geriram o encontro, tendo conseguido anular a
reação dos homens da casa que já mais com a cabeça do que com
discernimento tentavam chegar ao golo que lhes permitisse voltar a
discutir o resultado.
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