sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

MAC

José Saúde


Luís Piçarra, oriundo da cidade de Salúquia, revelava nos seus méritos musicais uma cantiga que arrepiava o ouvinte que se detinha perante o vozeirão inigualável deste nosso saudoso conterrâneo alentejano: “Eu não sei o que tenho em Moura, que de Moura me estou lembrando”. Sabendo que a música e o desporto são dois componentes que manifestamente teimam em associar-se, saco da bússola de orientação, traço azimutes num universo de certezas, concentro-me no tenor mourense e escalo, paulatinamente, a irreversível verdade que o Moura Atlético Clube (MAC) é, e será, um emblema enorme no distrito de Beja. Aliás, o histórico MAC cimentou com garra a sua força inexcedível numa complexidade de modalidades que permanecem firmes em colocar o emblema dos amarelos no zénite. Ininterruptamente existe a convicção em levar Moura aos píncaros, sendo esta a conceção generalizada dos atletas, dirigentes, associados e público em geral. Longe vão os tempos em que o grupo “Os Revoltosos” chamou para a mesa do consenso outros grupos da terra, “O Sempre Fixe”, “O Glória ou Morte” e “Os Onze Unidos”, para fundarem então o MAC, cuja data de origem é 17 de janeiro de 1942. Reportando-me à sua essência, direi que o emblema mourense é substancialmente grande não só no plano desportivo como no prodígio consensual que as suas gentes dedicam com imaculada paixão ao clube do seu coração. As atuais infraestruturas criadas, com o selo de excelência, são obras do próprio MAC, bem como dos seus diversos elencos diretivos, sendo certo que esse rol de dirigentes jamais abdicaram da sua entrega. Hoje, o MAC, em futebol, é uma agremiação que milita na série H, Campeonato Nacional de Seniores, batendo-se com ênfase com adversários talhados para outros voos. Volto a parafrasear Luís Piçarra e termino: “… de Moura me estou lembrando”, desportivamente. 

Fonte: http://da.ambaal.pt/

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