José Saúde
Luís Piçarra, oriundo da cidade de
Salúquia, revelava nos seus méritos musicais uma cantiga que arrepiava o
ouvinte que se detinha perante o vozeirão inigualável deste nosso
saudoso conterrâneo alentejano: “Eu não sei o que tenho em Moura, que de
Moura me estou lembrando”. Sabendo que a música e o desporto são dois
componentes que manifestamente teimam em associar-se, saco da bússola de
orientação, traço azimutes num universo de certezas, concentro-me no
tenor mourense e escalo, paulatinamente, a irreversível verdade que o
Moura Atlético Clube (MAC) é, e será, um emblema enorme no distrito de
Beja. Aliás, o histórico MAC cimentou com garra a sua força inexcedível
numa complexidade de modalidades que permanecem firmes em colocar o
emblema dos amarelos no zénite. Ininterruptamente existe a convicção em
levar Moura aos píncaros, sendo esta a conceção generalizada dos
atletas, dirigentes, associados e público em geral. Longe vão os tempos
em que o grupo “Os Revoltosos” chamou para a mesa do consenso outros
grupos da terra, “O Sempre Fixe”, “O Glória ou Morte” e “Os Onze
Unidos”, para fundarem então o MAC, cuja data de origem é 17 de janeiro
de 1942. Reportando-me à sua essência, direi que o emblema mourense é
substancialmente grande não só no plano desportivo como no prodígio
consensual que as suas gentes dedicam com imaculada paixão ao clube do
seu coração. As atuais infraestruturas criadas, com o selo de
excelência, são obras do próprio MAC, bem como dos seus diversos elencos
diretivos, sendo certo que esse rol de dirigentes jamais abdicaram da
sua entrega. Hoje, o MAC, em futebol, é uma agremiação que milita na
série H, Campeonato Nacional de Seniores, batendo-se com ênfase com
adversários talhados para outros voos. Volto a parafrasear Luís Piçarra e
termino: “… de Moura me estou lembrando”, desportivamente.
Fonte: http://da.ambaal.pt/
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