O primeiro de sete estágios programados para as seleções nacionais (Seniores e Sub/21) de Kayak Polo, realizou-se na Piscina Municipal de Beja. Três atletas da Associação Pagaia Sul estão no lote em observação.
Texto e foto Firmino Paixão
João Roque, Pedro Mestre e Luís Parreira, são os três atletas da Associação Juvenil Pagaia Sul, de Beja, que integraram a primeira convocatória para o estágio das seleções nacionais de Kayak Polo que vão preparar a sua participação no Campeonato do Mundo que decorrerá em França, no próximo mês de setembro. João Ribeiro, selecionador nacional, justificou a escolha da capital do Baixo Alentejo como “um prémio para os atletas de Beja, pelo esforço que têm feito, pelo trabalho que o seu clube tem desenvolvido ao nível da na formação e porque existe uma piscina com excelentes condições, um bom campo e para poder aproveitar o clima que, nesta altura, também é importante para o número de horas que se faz de água”. O técnico nacional reafirmou a vontade de voltar com as seleções ao Alentejo dizendo: “Voltaremos com certeza, não sabemos se a Beja ou a Ferreira do Alentejo, será uma questão que a federação terá que avaliar, e dependerá também, naturalmente, da cedência das instalações por parte das respetivas autarquias”. Qualificando o lote de atletas que observou, em conjunto com o técnico Paulo Planche, considerou: “Este é um grupo que veio do ano passado, está formado, mas como lhes foi dito, esta é uma primeira etapa. Observaremos outros atletas nas competições, o grupo poderá ter outras entradas e algumas pessoas que estão aqui poderão não ficar até ao fim, mas este é um grupo de trabalho que já tem três anos, já começa a ficar consolidado e conta com excelentes valores”. João Ribeiro descreveu estas etapas de preparação salientando: “É um desporto de equipa, o que nós aqui treinamos é sempre a componente tática, ou seja a simulação de conteúdos do jogo de equipa do jogo coletivo, porque o trabalho físico e técnico eles têm que fazer nos clubes, para chegarem a estes estágios em ótimas condições. A partir daí tentamos otimizar o tempo que temos, que não é muito, é só aos fins de semana, para consolidar as equipas a nível de sistemas ofensivos e defensivos”. Que contributos darão estas etapas de formação para potenciar o desenvolvimento da modalidade é uma questão a que técnico nacional responde assim: “Potenciar o desenvolvimento do Kayak Polo, como outras modalidades menos conhecidas e enraizadas, num País que vive com tanta intensidade outro tipo de desportos, é sempre difícil”. Contudo, explicou: “No Alentejo, pelos planos de água que tem e pela extensão da região, por este ser um desporto diferente, poderá crescer, no entanto, é um trabalho que está a ser feito pelos clubes que estão a conseguir manter a sua atividade e vamos ver se conseguem formar mais jogadores, esperando que estas vindas da seleção à região também ajudem a estimular o interesse, quer na população, quer nas autarquias e nos próprios clubes, para o desenvolvimento da modalidade”. O técnico fez questão de revelar que a federação agradece reconhecidamente a disponibilidade total do Município de Beja na cedência das instalações e revelou os objetivos para o mundial: “Somos ambiciosos, conseguimos garantir no Europeu a qualificação direta para o mundial e queremos chegar lá e fazer algo melhor. O campeonato tem apenas vinte e quatro equipas que são apuradas, todos terão os seus objetivos ambiciosos e nós o que queremos é ficar na metade superior da tabela, é um objetivo ambicioso mas é aquele em que acreditamos.
Fonte: http://da.ambaal.pt
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