sexta-feira, 20 de junho de 2014

Os miúdos do Centenário...


O Clube Desportivo de Beja organizou o 1.º Torneio de Futebol Infantil “Cidade de Beja”, evento em que participaram equipas de petizes, traquinas, benjamins e iniciados, de 14 clubes alentejanos.

Texto e fotos Firmino Paixão


Tiago já fez sete anos, vestia a camisola do Piense; Francisco, mais franzino, tem seis e alinhou pelo Alvaladense; João é bejense e está à beira das sete primaveras. Perguntámos a todos o que querem ser quando forem adultos. Médicos, engenheiros, professores? A resposta não surpreendeu: futebolista como o Cristiano Ronaldo. Pois, eles até já aprenderam a despir a camisola e a mostrar o “cabedal” em cada golo que a equipa marca. É por isso que Nelson Teixeira, do Desportivo de Beja, disse que “é um momento importante na vida de cada um destes miúdos, sobretudo nestas idades em que eles vibram cada vez mais com a participação nestes torneios, e porque estão a fazer aquilo de que gostam que é jogar à bola”.
O antigo atleta bejense lembrou depois: “Infelizmente ainda não existe na nossa cidade uma cultura de organização destes eventos. Mas nós tentámos, sabendo que, muitas vezes, as coisas não correm como pretendemos, mas o que nos interessa é a alegria com que os miúdos encararam o torneio”. E prosseguiu: “Os resultados não nos motivam, o essencial é proporcionarmos aos miúdos estes momentos de prática desportiva”. Nelson Teixeira referiu ainda: “O clube está a trabalhar bem a este nível, é um trabalho que tem cerca de quatro anos, sempre a evoluir gradualmente. Temos um número considerável de miúdos nestes escalões mais baixos e o que nos move é criarmos cada vez mais e melhores condições para eles se divertirem e para que possam representar o Desportivo de Beja”. Mas acentuou: “Os pais são o pilar mais importante deste trabalho, são eles que trazem os miúdos para os treinos e jogos e tem que partir deles, também, a vontade para que os filhos tenham uma atividade física saudável”.
Hugo Guerreiro, outro antigo atleta empenhado na organização, concordou que esta é a semente que alimentará o futuro do Desportivo e lembrou: “É aqui que está o futuro, se não forem os mais pequeninos a darem continuidade ao Desportivo, os mais velhos não o farão, é isso que estamos a tentar assegurar através deste trabalho, fazendo com que eles sintam este emblema, porque o que está aqui em causa é o futuro do clube”.
O antigo capitão do Desportivo de Beja recordou: “As pessoas afastaram-se do clube, por razões diversas, se calhar algumas pessoas que estiveram à frente do Desportivo nos últimos tempos também terão a sua responsabilidade, agora cabe-nos a nós tentar recuperá-las, trazendo mais associados, porque há situações que não são compatíveis com a grandeza deste clube”.
Lembrando que o Desportivo caminha para os 100 anos de existência, o antigo atleta assegurou: “Sentimos que é preciso fazer alguma coisa num clube que tem 98 anos de existência, temos que o levar até ao centenário, mas não está fácil, apelamos à ajuda e à participação de todos, seria bonito o clube comemorar o seu centenário com grande atividade e, pela nossa parte, estamos a fazer por isso”.
Para já este Torneio Cidade de Beja, a par da visibilidade que deu ao histórico emblema bejense, teve o mérito de mostrar à comunidade o trabalho desenvolvido ao nível da formação, numa jornada em que ao longo de dois dias os jovens atletas se divertiram e conviveram com miúdos de outros clubes, como o Ferreirense, Amarelejense, Bairro da Conceição, Despertar, Alvaladense, Grandolafoot, Ourique, Odemirense, Sporting Cuba, Alvorada de Ervidel, Oriolenses, Piense e Luvas Pretas, de Santiago do Cacém.
Com tanto passado, o Desportivo de Beja merece um futuro ainda maior, por isso, Hugo Guerreiro assegurou: “Com o historial que tem, este clube não pode fechar as portas, terá que fazer 100 anos, 101, 102 e por aí à frente, vamos tentar que isso seja uma realidade”.

Fonte: http://da.ambaal.pt/

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