sexta-feira, 20 de junho de 2014

Quarto lugar “foi injusto”


A equipa de seniores da Zona Azul concluiu a fase final do Campeonato Nacional de Andebol da 3.ª Divisão no quarto lugar, mas igualado em pontos com o Oriental, com quem perdeu em casa na última jornada.

Texto e foto Firmino Paixão


A formação treinada por Carlos Guerreiro realizou uma época muito positiva, discutindo os primeiros lugares com equipas de maior poderio económico e bases de recrutamento mais alargadas. Os bejenses, cuja principal fonte de alimentação da equipa principal é o trabalho realizado na formação, estiveram a um passo da subida de divisão. Orgulhoso do grupo de trabalho, o treinador avalia a temporada e perspetiva o futuro, anunciando a continuidade como líder.

Que avaliação faz da época?

Fizemos uma época muito positiva, começámos este grupo praticamente do zero, uma equipa toda nova, com muita juventude, alguns atletas ainda com idade de juniores e outros que, por exemplo, por motivos académicos, nunca chegaram a jogar nos seniores da Zona Azul. Alguns deles regressaram a Beja e voltaram a jogar andebol connosco.

Só pode estar satisfeito com a prestação desta equipa.
Estou muito satisfeito, conseguimos 10 vitórias, só perdemos com as equipas que ficaram nos primeiros lugares e derrotámos aqui em Beja a equipa que ganhou a série, o Loures, que disputará o título de campeão nacional, portanto, palavras para quê? Foi uma época muito positiva, sobretudo porque nos deixou algumas sementes, algumas delas a germinar com qualidade. Por isso estamos bastante felizes e muito seguros quanto às coisas boas que o futuro pode trazer de bom para esta equipa.

Mas o quarto lugar soube a pouco?
Soube a muito pouco. No início da época, se falássemos em andar sempre nos primeiros quatro lugares, se calhar, eu assinava por baixo e diria que era um excelente campeonato. Mas à medida que as jornadas foram decorrendo, e fomos somando vitórias, sentimos que éramos mais capazes. Entrámos na ponta final do campeonato ainda com possibilidade de discutirmos a subida de divisão, o que aconteceu no jogo de Almada. Mas no final da época, após a derrota em casa com o Oriental, caímos para o quarto lugar. Ficou algum amargo de boca, que não belisca minimamente a época extraordinária que todos estes atletas fizeram.

Tem uma equipa muito jovem a ganhar maturidade desportiva. A próxima temporada pode ser igualmente brilhante?
Será, se conseguirmos manter este grupo. O mais difícil ao nível em que trabalhamos é assegurarmos que todos eles, por questões académicas e motivos profissionais que cada vez são mais voláteis, continuarão a dar o seu contributo à equipa. Temos dois atletas que, nesta altura, trabalham na zona de Santiago do Cacém, mantêm o vínculo ao clube, mas fazem um esforço tremendo para poderem treinar e vir jogar. Tentaremos manter este grupo unido e se pudermos dar continuidade ao trabalho desta época e com a experiência já acumuladas são pressupostos que nos fazem perspetivar um bom futuro.

No princípio da época afirmou que a meta da equipa era tentar chegar à segunda fase. Estava a ser modesto nos objetivos?
Não estava, naturalmente que fomos reformulando os objetivos à medida que a época foi decorrendo. Esse era o nosso pensamento tendo em conta a reestruturação que fizemos no seio do próprio grupo, sem termos ainda muito bem a noção da resposta que alguns atletas iriam dar, quer em termos da carga de treino, quer em termos da assiduidade. É muito difícil termos os jogadores disponíveis durante tantos meses, todos os sábados, portanto, em todos esses aspetos a atitude dos jogadores foi extraordinária.

Quando atingiram a segunda fase alimentaram o sonho da subida?
A partir do momento em que garantimos o apuramento para a fase final, a ideia era sentirmo-‑nos competitivos para disputarmos cada jogo. À medida que o íamos conseguindo fazer, e como entrámos nesta reta final com possibilidade de discutirmos os primeiros lugares, obviamente que fomos reformulando os objetivos.

Sentiram que a subida de divisão andou ali muito perto?
Sentimos, e se calhar este amargo de boca que temos hoje será algum por não termos ganho o último jogo com o Oriental, mas será, sobretudo, maior, pela derrota em Almada, porque foi o jogo em que fomos mais limitados, ou seja, era o jogo mais difícil, jogávamos com um candidato à subida, que jogava em casa e foi o jogo em que, por motivos profissionais e de lesões, chegámos mais condicionados, limitando aquilo que queríamos que fosse a nossa abordagem a esse jogo.

Nem é demérito ficar atrás de equipas com recursos como o Almada, o Loures e até o próprio Oriental…
Sem dúvida, e os nossos recursos ou aquilo que será o nosso abastecimento para a próxima época serão quatro ou cinco jogadores que deixam de ser juvenis, serão juniores de primeiro ano como alguns dos atuais atletas da equipa, é assim que nos vamos reforçar. 

Fonte: http://da.ambaal.pt

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