Futebol Sub-19
Nascido e criado em França, Jordan começou a jogar futebol aos sete anos, nas escolinhas do Montpellier, e nunca teve muito contacto com Portugal. Aliás, expressa-se poucas vezes na língua de Camões.
O pai, emigrante português, entranhou cedo a cultura e o modo de estar franceses. É que fixou-se muito jovem em terras gaulesas, onde foi árbitro de futebol durante vários anos, nas divisões amadoras.
A mãe, com sangue espanhol, só a espaços exalta as raízes ibéricas da família. Sempre quis que os filhos se comportassem socialmente como franceses (que são).
“Eu posso dizer que descobri a pátria [portuguesa] através da Seleção A. Foi uma descoberta pessoal no Mundial de 2006”, revelou.
Então com 11 anos, fez mais do que assistir aos jogos da Equipa das Quinas pela televisão: “Pedi aos meus pais uma camisola da Seleção e andei com ela até às meias-finais. Suja e tudo. E aprendi sozinho a cantar o hino".
O progenitor “sempre torceu pela França ao mesmo tempo”. Jordan "quis ser diferente, por isso só gostava de Portugal". "Quando a equipa perdeu [com os franceses] chorei tanto que ninguém entendeu. É amor que não se explica, simplesmente é”, explicou.
Foi nessa altura que meteu “um sonho na cabeça”: vestir as cores lusas. Um email enviado à FPF sete anos mais tarde fez com que se concretizasse: "O meu agente enviou o meu currículo, frisando a dupla nacionalidade e o facto de ser central e ter estado em destaque nas camadas jovens do Montpellier”.
A iniciativa valeu-lhe o convite para treinar à experiência nos Sub-19, em Março: “Participei no jogo-treino com o Catar e fiquei”. Agora está convocado para o Campeonato da Europa. “Se passarmos a primeira fase como esperamos, só o céu será o limite".
"Acho que temos equipa para sonhar com o título europeu. Mas temos de melhorar nos aspetos defensivos e jogar no máximo das nossas capacidades”, avisou.
Encontro com um 'gigante'
Admirador de Cristiano Ronaldo e Sérgio Ramos, este último por jogar na mesma posição, Jordan confessa que ficou sem palavras quando conheceu Pauleta, no Torneio Internacional do Porto:
“Veio ter comigo e disse que tinha um bom ‘feeling’ em relação ao meu futuro nos Sub-19. Motivou-me, disse que com o tempo eu falaria melhor português. Também me falou da experiência dele em França e das funções de diretor na FPF. Fiquei 'uau! É o Pauleta!'”.
Quando voltou a Montpellier, os amigos não acreditaram na conversa com o antigo internacional português: “Porque ele é um 'gigante' no PSG e em França. Simboliza a magia do futebol e o sucesso a que poucos conseguem chegar”.
O sonho maior de Jordan é jogar um dia na Seleção A. Até lá, espera crescer na equipa de Hélio Sousa: “Vou trabalhar muito para evoluir e merecer a confiança do 'mister''”.
A integração no balneário está assegurada. “Encontrei uma grande camaradagem. Os meus colegas podiam deixar-me de parte por falar mal português, mas não. Chamam-me para jogar playstation, para ver aplicações nos telemóveis, para rir, para tudo”.
E o capitão Tomás Podstawski ajuda: “É o meu colega de quarto e é a pessoa que melhor fala francês na Seleção. Quando preciso de ajuda para traduzir alguma palavra, ele está lá. É possível pedir mais? Tive muita sorte”.
Nuno Santos abandona treino mais cedo
A Seleção Nacional Sub-19 cumpriu este sábado mais uma sessão de treino, marcada pela saída prematura de Nuno Santos, devido a sintomas gripais.
Os comandados de Hélio Sousa foram dispensados ao início da tarde e só regressam ao trabalho segunda-feira. A concentração da equipa está marcada para domingo, às 19h00, no Hotel Amazónia Jamor.
Fonte: FpF.Pt
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