José Saúde
Conheço a realidade desportiva do Despertar
Sporting Clube já lá vão mais de 50 anos. Sei que as suas portas sempre
estiveram franqueadas a todas as modalidades exceção feita ao boxe tido
então como um desporto agressivo, razão que levou os associados, em
assembleia geral, a vedarem a sua entrada estatutária nas hostes
despertarianas. De resto, o Despertar cresceu no tempo de forma segura e
coerente. A mais recente e nobre modalidade acolhida pela agremiação,
foi, quiçá, o BTT. No pretérito domingo, 29, a secção de BTT do
Despertar organizou o VII Raid intitulado Cidade de Beja, um encontro
que reuniu uma família que registou cerca de duas centenas de atletas. O
percurso, feito pelas redondezas de Beja, convencionou que os 45
quilómetros percorridos fossem imbuídos de muito gozo e sobretudo
vividos sob a sólida tutela do lazer. O Parque da Cidade da velha Pax
Julia foi o local escolhido pela organização como o final de um raid em
que o amadorismo içou o seu imperecível hino à liberdade desportiva e
espiritual. Confesso que a dinâmica que o BTT implementou conheceu, de
forma geral, fidedignos clamores que levam os atletas ao êxtase. As
idades transversais verificadas no grupo sobrepõem-se a fatores de ordem
atlética, sendo que a vitória é coisa de somenos importância para quem
se entrega despretensiosamente à arte de pedalar. Proferimos dados
acerca de uma matéria desportiva onde as peculiares urbes do Alentejo,
em concreto, apresentam hoje as suas formações numa competição rica em
camaradagem e, logicamente, num desentorpecer constante quer na condição
física quer na humana. Pedalando na rota do vento e não temendo
incaracterísticas mazelas ou do tempo cronometrado na etapa, esta
vertente do cosmos desportivo apresenta-‑se agora como uma bênção para
os homens que fazem do BTT a sua paixão. Seguiu-se a confraternização e o
delinear de novas aventuras.
Fonte: http://da.ambaal.pt/
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