Futebol Sub-19
"Gelson é um extremo tecnicamente evoluído", garantiu o Coordenador Técnico Nacional, Ilídio Vale, explicando que "o conceito de técnica está intimamente ligado ao conceito de eficácia dos jogadores nas diferentes ações do jogo", que, por sua vez, pressupõe "a capacidade de decisão" dos mesmos.
O responsável federativo não tem dúvidas de que o jovem Gelson "tem revelado eficácia nas suas ações, quer no plano individual quer no plano coletivo", pelo que poderá concretizar o sonho comum a todos os extremos, "se se esforçar e trabalhar muito, como tem feito".
Para Gelson, "ter técnica é uma vantagem, mas não é tudo". "Tenho um longo caminho pela frente. Quando comecei a jogar, perdia-me em habilidades. Depois aprendi a usá-las nos momentos certos, em benefício da equipa. Estou a evoluir e o trabalho que tenho feito na Seleção ajuda-me bastante", contou.
O segredo dos seus dotes técnicos tem um nome: Robinho. As jogadas do internacional brasileiro inspiraram-no na infância em Santiago (Cabo Verde): "Via-o na televisão e tentava imitar cada gesto, cada toque. E era rápido como ele. Fintava os outros rapazes na rua, driblava pedras e até vasos de barro".
Aos oito anos, mudou-se com a família para Portugal, em busca de uma vida melhor. Começou a fazer fintas nos parques da Amadora, mas deu nas vistas pela velocidade: "Corria muito e um dia desafiaram-me a experimentar o atletismo. Fiz corridas de fundo e meio fundo. Como tinha uma resistência invulgar para a minha idade, queriam que treinasse para maratonas".
Durou poucos dias a aventura nas pistas, porque um amigo levou-o ao Futebol Benfica, onde começou a jogar. Ficou lá até aos 16 anos, com uma pausa pelo meio: "Tentei ir para o futsal. Convenceram-me que lá é que seria craque".
Como o Fofó não o libertou, regressou aos relvados e o Sporting contratou-o. "Confesso que, até entrar para a Academia, não tinha bem a noção do que era capaz no futebol e estava longe de imaginar que representaria a seleção portuguesa".
A estreia com a camisola das Quinas aconteceu no escalão Sub-18, num torneio particular. Agora vai com os Sub-19 a uma fase final do Europeu e, no regresso, integrará a equipa B dos leões: "Tem sido gira a minha vida. Espero que tudo corra bem".
Sobre a participação no Campeonato da Europa, foi taxativo: "Temos qualidade para sonhar com a final, mas só isso não chega. É preciso muito trabalho, alguma sorte e a consciência de que não haverá adversários fáceis. Uma coisa não poderemos deixar fugir: o apuramento para o Mundial Sub-20, no próximo ano".
Fonte: FpF.PT
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