Fundado em junho de 2001 após uma cisão no Vasco da Gama Atlético Clube, de Sines, o Clube de Natação do Litoral Alentejano (CNLA) tem já um histórico de recordes e de conquista de medalhas internacionais.
Texto e foto Firmino Paixão
Mais de uma década de atividade de um clube construído com o esforço de muitas braçadas, umas vezes em águas tranquilas, outras vezes em águas revoltas pelas dificuldades que vão superando. Um clube ainda recente, mas que já tem muitas histórias para contar, como nos revelou David Gorgulho, presidente do CNLA, emblema que já tem vários campeões nacionais e representações na seleção nacional ao longo destes 13 anos em que tem sido fundamental na promoção da natação no litoral alentejano. O dirigente apresentou-nos o projeto, revelando a ambição em ter uma equipa com muitos atletas, consolidada e competitiva e o sonho de um dia ter uma piscina olímpica em Sines.
Um projeto de natação para o litoral alentejano…Quando escolhemos o nome pensámos logo nessa vertente de tentarmos promover a natação junto dos outros cinco municípios que compõem o litoral alentejano. Alguns desses concelhos já têm natação de competição, outros ainda estão numa fase mais embrionária, mas ainda assim, a pouco e pouco, temos a expectativa de ir chegando junto deles fazendo protocolos e estágios conjuntos.
Têm conseguido pôr o litoral a nadar?
Sim, queremos colocar todo o litoral alentejano a nadar em todas as idades. E o projeto de Masters passa muito por aí, não só a nível competitivo, porque quem quiser praticar natação connosco e não competir também o pode fazer. Às vezes, é preciso desmistificar um pouco isso, porque as notícias que saem na comunicação social acabam por ser sempre os nossos resultados desportivos e as pessoas fazem muito essa analogia. O clube não é só de competição, mas está obviamente mais vocacionado para essa área.
Um clube muito jovem mas com maturidade de adulto nos resultados desportivos.Temos medalhas internacionais e recordes nacionais que ainda hoje estão na posse de atletas do clube. É um motivo de orgulho. Fizemos um percurso de crescimento por baixo, olhando primeiro para as competições regionais para ganharmos um espaço importante na natação do Alentejo. Durante vários anos fomos a equipa mais competitiva e de maior destaque desta região, hoje em dia partilhamos esse estatuto com mais um ou dois clubes, mas ainda bem que é assim pois significa que há mais clubes que foram crescendo nos últimos anos.
O número e o nível de atletas têm sido constantes?Temos cerca de 60 atletas federados, entre Cadetes e Masters. Queremos aproximar‑nos cada vez mais da centena, vamos crescendo devagarinho para nos irmos consolidando também nesta área. Nas últimas épocas tivemos um decréscimo de atletas, foi uma fase de renovação um pouco difícil, que já está a melhorar. São ciclos pelos quais os clubes passam mas é preciso saber reagir, saber interpretá-los e tomar medidas para os solucionar. Acreditamos que vamos continuar nessa senda e que no futuro voltaremos a projetar atletas para boas prestações a nível nacional e voltaremos a colocar atletas na seleção nacional, seja em piscina, seja em águas abertas.
As competições em “águas abertas” são as que dão maior visibilidade ao clube?Não, pelo contrário, tem sido uma variante que nos tem dado alguma projeção mas, ao longo da temporada, são vários meses em piscina e pouco tempo em águas abertas mas, numa vertente como noutra, temos tido atletas que nos dão uma projeção enorme. Mesmo a nível coletivo vai-nos dando também classificações importantes; já fomos vice-campeões no Circuito Nacional de Águas Abertas. De facto, são bons motivos de orgulho. Vamos ter aqui em Sines, nos dias 2 e 3 de agosto, o Campeonato Nacional, vai ser incrível termos uma competição dessas em casa, mas a verdade é que a nossa orientação é mais para a piscina mas, também pelo facto de sermos de Sines, sermos da cidade Vasco da Gama e estarmos muito ligados ao mar, tínhamos que ter uma participação forte nas competições em águas abertas. Temo-lo feito e vamos continuar.
Os apoios são maiores que as dificuldades?Como qualquer coletividade, temos os nossos problemas, nos últimos dois anos passámos por muita dificuldade. É difícil captar apoios, temos de reinventar o clube quase todos os dias, temos de ser muito criativos, muito pró-ativos mas acredito que com estas pessoas que todos os dias dão o máximo para conseguirmos ter um clube sempre de pé e com as contas todas em dia, que é um ponto de honra para nós, vamos conseguir levar a água ao nosso moinho. Temos que ser nós a ir na frente à procura do dinheiro e não ficarmos à espera de apoios que muitas vezes não chegam.
Fonte: http://da.ambaal.pt
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