O árbitro Dinis Gorjão, da Associação de Futebol de Beja, foi um dos
15 juízes que, entre 27 de julho e 5 de julho, frequentaram, em Rio
Maior, o Curso de Formação de Elite Nível 3 para Árbitros de Futebol.
O
curso daria acesso a um estágio ao mais alto nível nacional. Na altura
foi noticiado que o juiz bejense não teria conseguido qualificar-se para
as vagas existentes. Na última semana, o diário desportivo “A Bola”
revelou que Dinis Gorjão terá sido preterido porque no momento em que
concluía a prova de Sociologia Desportiva soou o seu telemóvel,
contrariando o disposto Regulamento do Curso (proibição de aparelhos
eletrónicos). Segundo aquele diário, Dinis Gorjão não atendeu o
telemóvel (era um seu colega do Algarve a inteirar-se do andamento do
estágio) e entregou de imediato o teste, posteriormente classificado com
92 valores. A decisão final contudo seria a anulação do teste de
Gorjão, a respetiva desclassificação e a sua substituição na tabela de
“Aptos”, revelou “A Bola”, por um árbitro portuense (familiar de um
dirigente do Conselho Nacional de Arbitragem) que teria sido apanhado
“no copianço” durante a realização dos testes. O incidente foi
prontamente contestado pela AF Beja, cuja estrutura ameaçou demitir-se,
acabando por apresentar um recurso, cuja decisão será conhecida no final
desta semana. Dinis Gorjão só falará depois de saber o veredicto do
Conselho de Justiça. FP
Fonte: http://da.ambaal.pt
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