terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Luís Silva (Football Talks): "Maracanã é um estádio ultramoderno"

O primeiro orador do Football Talks debruçou-se sobre a experiência como diretor do estádio Maracanã no Campeonato do Mundo 2014.
Centenário
A primeira exposição do seminário "Football Talks" pertenceu a Luís Silva, que foi diretor do estádio do Maracanã entre março de 2013 e julho de 2014, ou seja, durante o Campeonato do Mundo de futebol. 

Partindo da longa história do primeiro estádio do Maracanã, inaugurado no Rio de Janeiro em 1950, Luís Silva realçou o episódio que ficou conhecido como "Maracanazo", precisamente no mesmo ano, e que culminou na derrota da seleção brasileira frente ao Uruguai no primeiro Campeonato do Mundo organizado  pelo Brasil. Esse foi o momento em que o estádio Maracanã albergou a maior assistência de sempre, mais de 200.000 pessoas.

Trabalhar como gestor num dos estádios mais simbólicos do futebol mundial foi uma experiência descrita por Luís Silva como "a mais intensa" da sua vida profissional. O primeiro orador do "Football Talks" elogiou a acústica "única e incomparável" de um estádio que foi pensado como são neste momento as mais modernas infra-estruturas: as preocupações ambientais centraram atenções num reconto onde atuam quatro dos principais emblemas do Brasil.

As naturezas diferentes dos acordos com Botafogo, Fluminense, Flamengo e Vasco da Gama foram expostas por Luís Silva ("as relações com os clubes são diferentes porque os seus objetivos são diferentes") e esclareceu que o maior desafio de um gestor é a  oscilação de público durante a semana: "Em sete dias da semana, o Maracanã recebe jogos em cinco. Num podemos ter 4 000 pessoas e no outro 60 000. Precisamos de ter o máximo cuidado e detalhe na organização dos encontros.

Em relação ao Mundial do Brasil, Luís Silva fez um balanço muito postivo (houve muitos momentos bons") e lembrou que o Maracanã recebeu mais de meio milhão de espectadores em sete jogos (média de 73.000 espectadores por jogo). "Quem viveu este evento por dentro sentiu de certeza que estávamos perante um evento único nas nossas vidas. O dia da final foi o mais intenso que tive porque havia imensas razões para preocupação, mas felizmente as coisas correm todas muito bem e tudo foi quase perfeito. O meu balanço e o de toda a equipa que trabalhou comigo foi extremamente positivo."
Fonte: FpF.PT

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