Centenário
Numa apresentação muito interativa, o responsável pelo setor de arbitragem da UEFA socorreu-se de diversos vídeos para explicar que a tecnologia da linha de golo pode ajudar à evolução da eficácia dos árbitros assistentes, mas não resolve todos os problemas: "As pessoas aceitam-na como uma convenção, mas não como uma convicção."
O antigo árbitro internacional italiano salientou que a tecnologia da linha de golo só faz sentido se for contextualizada no âmbito da integração dos árbitros assistentes de baliza, que vieram acrescentar valor e rigor às decisões mais difíceis de tomar, especialmente dentro das áreas de baliza: Eles [árbitros assitsentes de baliza] estão lá para detetar infrações, para ver o que os outros árbitros não vêm, o seu campo de visão vai aumentar o número de decisões corretas da equipa de arbitragem. Depois de termos adotado este sistema, já tivemos 30 federações a segurem-nos o exemplo."
Revelando-se muito convicto da mais-valia que representam os árbitros assistentes adicionais, Pierluigi Collina explicou as diversas situações em que o contributo destes novos componentes das equipas de arbitragem pode ser decisivo para a boa condução dos jogos, dando como exemplos típicos a deteção de foras de jogo e de lances confusos na área de baliza, destacando que a agressividade entre os atletas tem diminuído: "Existe uma grande coperação. Se olharem para os jogos europeus,o número de empurrões e puxões diminuiu. Em Inglaterra, embora não tenham adotado este sistema, há uma grande campanha para prevenir este tipo de comportamentos. É este o nosso caminho."
Fonte: FpF.PT
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