Um golo solitário, mas de grande execução técnica, apontado por Jorginho, garantiu ao campeão castrense a conquista do segundo troféu desta temporada desportiva, a Supertaça do Distrito de Beja.
Texto e foto Firmino Paixão
Um jogo típico de final de temporada em que a elevada temperatura não ajudou muito a produção das equipas, com o castrense melhor na primeira parte, altura em que Jorginho sentenciou a partida e, na segunda, o Milfontes mais pressionante e dominador (com o consentimento do adversário, que baixou as suas linhas para defender a vantagem) mas sem conseguir grandes oportunidades para chegar, pelo menos, à igualdade que levaria o jogo para prolongamento.
Na avaliação à partida os técnicos divergiram, naturalmente, nas análises. Rui Guerreiro, treinador do Milfontes, considerou que “foi um jogo dividido, com algum domínio do castrense na primeira parte mas, no segundo tempo, o jogo teve um sentido único para a baliza do castrense”. O técnico assumiu que “a nossa equipa procura sempre a vitória, infelizmente, falhámos a finalização em duas ou três oportunidades que criámos mas penso que, pelo que fizemos na segunda parte, merecíamos ter chegado ao empate, mas não foi possível, o futebol é mesmo isto, vamos olhar em frente, mas a equipa do Praia de Milfontes está de parabéns pela excelente época que fizemos”.
O treinador dos campeões, Carlos Machado, concordou que o golo solitário de Jorginho “acabou por ser suficiente para ganharmos esta final, ainda assim quero destacar a excelente primeira parte que fizemos, jogámos bem, controlámos o jogo, críamos oportunidades sucessivas, infelizmente, só concretizámos um desses lances”. Na segunda parte, segundo Carlos Machado, “o adversário partiu o jogo, apostando em lances de futebol direto e nós estivemos bem porque o Milfontes não conseguiu criar uma oportunidade de golo”. O treinador finalizou considerando que, “como o adversário adiantou as suas linhas, tivemos situações de contra-ataque onde podíamos ter decidido o jogo mais cedo, mas o que fica aqui, sem dúvida, é a excelência do nosso jogo. Fomos a melhor equipa e fomos premiados com a conquista do troféu, de uma forma inteiramente justa”.
castrense 1-0 Milfontes
Estádio Municipal de Aljustrel
Árbitro: Luís Diogo, assistido por José Silva, Ricardo Diogo e José Tomé (4.º árbitro).
castrense: Eduardo, Márcio Candeias, Filipe Velhinho, Vítor Rolim e André Dias; Lamy (Pázinho, 89), Jorginho e Roberto; José Mestre (Gaio, 78), Filipe Venâncio e João Paulo (Pedro Pacheco, 78’).
Treinador: Carlos Machado.
Milfontes: Tiago Mendes, Gilson, Budu, Filipe Candeias (cap.) e Bruno Ribeiro; José Luís Brito, Sandro (Válter Tairo, 57’) e Peixinho (Meireles, 73’); Rui Sousa, Henrique (Tiago Sobral, 77’) e Mikó.
Treinador: Rui Guerreiro.
Disciplina: Amarelos a Eduardo (5’), Rui Sousa (43’), Jorginho (56’), Márcio Candeias (69’), Henrique (78’), Tiago Sobral (90’) e José Luis Brito (90’).
Marcador: Jorginho (26’).
Fonte: http://da.ambaal.pt/
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