O Clube Desportivo de Beja organizou o II Torneio Cidade de Beja Beja Cup 2015, evento dirigido aos escalões de petizes, traquinas e benjamins, que assinalou o encerramento da época ao nível da formação.
Texto e fotos Firmino Paixão
O II Torneio Cidade de Beja em Futebol Juvenil foi uma iniciativa promovida pela comissão administrativa do Clube Desportivo de Beja. Um evento bem-sucedido que contou com a presença de equipas de petizes, infantis e benjamins do clube anfitrião e do Despertar Sporting Clube, Sporting Clube de Cuba, Ourique Desportos Clube, Sporting Clube Ferreirense e Juventude Sport Clube, de Évora.
Um convívio que proporcionou momentos competitivos diferentes aos jovens e assinalou o fim da época desportiva, como revelou Hugo Guerreiro, um dos antigos atletas do clube que integra a comissão administrativa do Desportivo de Beja: “Ao nível de formação é verdade, assinalámos hoje o encerramento da época, mas ao nível de clube ainda não, porque teremos ainda a nossa Maratona de Futsal, nos dias 20 e 21 de junho, mas os campeonatos de formação estão concluídos e normalmente fechamos com este torneio, para o qual convidamos alguns clubes para connosco partilharem este momento de encerramento da atividade desportiva com as equipas mais jovens”. Um momento em que proporcionam aos atletas experiências competitivas diferentes, concordou o dirigente: “A intenção é essa, mas nem sempre as coisas são favoráveis, convidámos quase 50 equipas, queríamos fazer aqui um torneio semelhante aos que estamos habituados a ver noutros locais onde vamos, simplesmente as coisas são difíceis, temos mais clubes na cidade, para nós as coisas não ficam tão fáceis como noutros lados. Temos consciência disso, mas a nossa intenção foi que esta edição fosse melhor que a anterior e, futuramente, faremos ainda melhor”.
Com as dificuldades que se conhecem, manter esta atividade é uma verdadeira missão, mas o antigo capitão do Desportivo sublinhou: “A comissão está a mostrar trabalho e um dado que pouca gente conhecerá é que não estamos a criar dívida para o clube, o que nos satisfaz imenso”. E acentuou: “A nossa grande bandeira é não criarmos mais dívida ao Desportivo de Beja, muito pelo contrário, estamos a saldar compromissos antigos e até temos sido prejudicados por causa disso, esta comissão integra antigos atletas e outros jovens cheios de vontade, por isso, se Deus quiser, levaremos este barco a bom porto, porque o Desportivo merece, o clube faz 100 anos, não é um emblema qualquer e é por isso que estamos aqui”.
Negando que muitas portas ainda se fechem ao histórico clube da cidade, Hugo Guerreiro, preferiu sublinhar as dificuldades: “Somos um clube com passivo, um clube numa cidade onde não existe apenas o Desportivo, essa é a realidade da qual estamos conscientes, mas isso é assim ‘quem tem medo compra um cão’, mas nós não temos medo e vamos à luta com as armas que temos, mesmo com as dívidas que existem”.
O compromisso com a formação esse é inquestionável, por isso, o antigo atleta afirmou: “Não só não deixámos morrer o futebol de formação, como iniciámos o futsal, o nosso objetivo não é deixar morrer isto ou aquilo, muito menos o Desportivo. Quanto mais atividade e quantos mais atletas o clube tiver, melhor será, isso é fundamental. E a formação um alicerce essencial ao futuro do clube”.
O regresso aos títulos será uma consequência natural: “Os títulos são a alegria dos jovens e são importantes para os clubes, mesmo que lhes digamos que o importante é competir, eles gostam é de ganhar e será com vitórias que vão crescendo e nos não abdicaremos de manter a formação. Aproveito até para falar nos juniores, há dois anos que não têm campeonato, é lamentável. Já questionámos o que está a ser feito para recuperar esse campeonato porque queremos fazer uma equipa no próximo ano, ou então faremos uma equipa B, temos que pôr os jovens a competir”, concluiu Hugo Guerreiro.
Fonte: http://da.ambaal.pt/
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