Sendo o “sonho uma constante da vida”, parafraseando António Gedeão no poema “Pedra Filosofal”, vamos enveredar pelo diapasão e trazer à estampa esse mundo de sonhos que se aplica a uma componente desportiva e que abre alas para a época futebolística que se aproxima. Convém também expor que ideia propõe alcançar objetivos previamente delineados. E se para o Moura Atlético Clube (MAC) significa continuidade no Campeonato Nacional de Seniores, para o Futebol Clube castrense é uma estreia numa competição onde justamente irá participar. Proponho-me viajar no imaginário, imiscuir-me em ideais de outrora, rever utopicamente a azáfama de homens que muito contribuíram para a afirmação da modalidade, pela fundação dos seus clubes e o seu subsequente desenvolvimento. Neste salutar contexto lanço um grito a propícias visualizações que significam realçar um passado bélico sobre os clubes que hoje merecidamente homenageio. Num sonho ténue vivido no breu de uma noite infindável, veio-me à memória a equipa do MAC em 1948: Bento Condeça, Soromenho, Zé Broncas, Domingos Pica, Zé Valente, Jaime Carapinha, Miguel Serrano, Zé Costa, Sebastião Liso, Alexandre Brito e Joaquim Hilário; depois o FC castrense, ou seja, a primeira equipa que motivou a vila de castro Verde em 1922 para a rotina do jogo da bola: José Semião, José Costa, Manuel Fernandes, Francisco Silva, Paco, José Cruz, Cândido Alves, José Alves, Álvaro Freire, Manaco e José Baltazar. Ora bem, foram estes alguns dos notáveis jogadores do antigamente, e outros que logicamente sempre recordaremos, que inspiraram os seus contemporâneos a reverem-‑se na atual realidade que os emblemas agora suportam. Numa fase que requer cautela, melhor, um cuidadoso tempo para aquilatar virtuais aptidões, é legítimo que resvalemos para o campo da ambição, não desmedida mas real, e que o MAC e o castrense, nossos dignos representantes nacionais, concretizem, no final, o sonho lindo da manutenção. Boa sorte.
Fonte: http://da.ambaal.pt/
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