Um diversificado conjunto de atividades animou a edição de 2015 do evento “Mértola Radical”, iniciativa promovida pela autarquia da Vila Museu, e cada vez mais enraizada no calendário de verão do concelho.
Texto e fotos Firmino Paixão
Alcaria Ruiva, Mina de São Domingos e Pomarão, vértices de um triângulo que potencia a excelência das condições naturais existentes no concelho para a prática de desportos de aventura. O cerro, a tapada grande, o antigo porto fluvial e o grande rio do Sul, que se espreguiça por entre paisagens de uma diversidade ambiental invulgar, rivalizam com os testemunhos cada vez mais visíveis do seu passado histórico. “Mértola Radical” todos os anos ganha novos polos de atração, novas aventuras e maior adrenalina. Os turistas, a diáspora, que nesta altura vem refrescar a saudade, e os resistentes, sim, os que ficaram, aqueles que resistiram à debandada destas terras do interior do Alentejo. É para eles também e sobretudo neles que o poder local investe na melhoria da qualidade de vida. Terá sido esse o móbil da caminhada do Pomarão e do peddy paper na Mina de São Domingos. Alcaria Ruiva, um dos melhores locais para a prática de voo livre, é pouso obrigatório no roteiro desta atividade. Manuel Marques, técnico do município de Mértola, sublinhou que o essencial é “promover os espaços e o território em si, mostrando as suas apetências e a sua qualidade para estes desportos de aventura e de natureza”. E explicou: “São várias atividades que desenvolvemos durante um período de quatro dias e escolhemos basicamente alguns sítios que são para nós fundamentais, nomeadamente pelas suas características. A serra de Alcaria Ruiva, muito ligada ao parapente e ao paramotor, e depois a Mina de São Domingos e Mértola, por serem locais de grande afluência de pessoas e é exatamente para a pessoas desfrutarem que nós promovemos este tipo de iniciativas”. As condições naturais do concelho também ajudam, concordou o representante da autarquia. “Na verdade, temos planos de água que, para além da beleza natural, são propícios para atividades deste tipo, temos também a serra de Alcaria que, diríamos, são os ‘alpes do Baixo Alentejo’ porque, de facto, não sendo muito elevada tem características eólicas e térmicas que permitem a atividade de parapente praticamente durante todo o ano e depois temos percursos de natureza e de aventura e temos paisagens lindíssimas”. Menor centralidade, maior abrangência do território, estão no mapa desta atividade, destacou Manuel Marques. “Pela riqueza paisagística e pela beleza dos percursos que existem, foi possível alargarmos a iniciativa à zona do Pomarão, mostrando, também, as valências de uma localidade que, sendo pequena, tem tanto para dar. Obviamente que levámos lá estas atividades, que são complementadas com outras que organizamos mais ligadas ao Festival do Peixe do Rio, demonstrando que até os pequenos povoados têm direito a receber as pessoas e a ter alguma dinâmica que lhes permita serem visitados e obterem maior visibilidade”. Depois, face à época do ano em que ocorre, este evento tem um público-alvo muito diversificado. “Os residentes são a base fundamental do nosso trabalho e não os esquecemos, mas existe, também, um foco nas pessoas que, nesta altura, nos visitam e que devem ser outro alvo desta nossa intervenção. É importante dizer, por exemplo, que temos pessoas que aqui vêm especificamente para participarem nesta iniciativa”. Por isso, o balanço final foi positivo e isso estimula a manutenção deste evento e a sua própria valorização.“Temos vindo gradualmente a apostar em iniciativas diferenciadas, todos os anos vamos aumentando o leque da abordagem com novas iniciativas, com mais envolvimento das pessoas, tornando este território visível de uma outra forma que não apenas a museologia, que é também muito importante, mas permite que se complementem”, concluiu Manuel Marques.
Fonte: http://da.ambaal.pt/
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