sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Vidigueira

José Saúde

A história do desporto sul alentejano é encantadora. Corre-me nas veias uma sensibilidade que visa obter conhecimentos profícuos sobre a entrega de homens do antigamente que muito contribuíram para a evolução do fenómeno desportivo. A impressionabilidade oferecida por criaturas fixadas em Vidigueira, localidade encaixada em pleno país das uvas e onde as castas colhidas em vinhedos resultam em finos fluidos que o deus Baco abençoou, ditaram regras que o futuro confirmou. Numa visita a conteúdos que me estimulam ponderações, constato que em 1926 o ciclismo foi a primeira modalidade que o povo monopolizou. O Grupo Ciclista Vidigueirense, sendo José Lampreia Gusmão o seu principal impulsionador, assumiu-se como uma coletividade que caprichou pela disponibilidade em doar à população uma inegável confiança. Com o evoluir do tempo eis que no ano de 1932 José António Guerreiro Pinto, acompanhado por outros entusiastas, levaram para a Vidigueira o jogo da bola, fundando, em 1933, o Vasco da Gama Futebol Clube, agremiação que em 1 de outubro de 1945 se afirmaria como o atual Clube Futebol Vasco da Gama. Diz-nos a curiosidade que o supérfluo em angariar saberes que nos enriquece o estudo desportivo regional bejense é uma arma que jamais jogaremos para o cesto dos papéis. Olhando para a presente realidade vidigueirense, somos confrontados com a exequível configuração de dados utilizados pelos dirigentes do Vasco da Gama que continuam empenhados em oferecer segurança a um clube que jamais apagou da sua agenda o esgrimir argumentos deliberadamente desportivos. Hoje o Vasco da Gama tem nas suas fileiras as modalidades de futebol, futsal e andebol. Andebol, uma circunstância que já levou a Vidigueira aos píncaros nacionais, sendo que a construção de novas infraestruturas autárquicas ditaram outras valências. O campo de futebol, agora municipal, recebeu um relvado sintético e toda a estrutura adjacente foi remodelada. Vidigueira, uma vila onde o desporto singrou certamente no tempo. 

Fonte:  http://da.ambaal.pt

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