O Sport Clube de Braga, na categoria de kyorugi (Combates), e o Clube Marcial Zen Kwon, de Lisboa, na classe de poomsae (formas), venceram a Taça de Portugal em Taekwondo, disputada em Ferreira do Alentejo.
Texto e fotos Firmino Paixão
O Pavilhão de Desportos de Ferreira do Alentejo recebeu a Taça de Portugal de Taekwondo, a primeira competição oficial desta arte marcial olímpica, de origem coreana, realizada no distrito de Beja. A promoção foi da Federação Portuguesa de Taekwondo, com organização da Associação de Taekwondo do Distrito de Beja (com sede em Ferreira) e o natural acolhimento da autarquia local. Competiram cerca de três centenas de atletas, maioritariamente vindos do centro e norte do País. Triunfo natural do Sport Clube de Braga (clube de Pedro Póvoa, primeiro atleta olímpico português nesta modalidade – Pequim 2008) na categoria de combates e uma vitória justa do Clube Marcial Zen, de Lisboa (Olivais) nas formas. No final, José Luís Sousa, presidente da Federação Portuguesa de Taekwondo, disse ao “Diário do Alentejo” que “a Taça de Portugal é uma prova de festa, é um festival de taekwondo, esta competição é uma prova para as massas, ou seja, para todos os atletas que praticam a modalidade, não só os atletas de alto nível, mas também da formação”.
Lembrou que “passaram por aqui alguns vice-campeões europeus e medalhas de bronze, não estão cá os nossos atletas olímpicos porque estiveram a participar numa prova internacional, pontuável para apuramento aos Jogos Olímpicos de 2016, no Brasil, e temos estado a fazer um esforço muito grande para tentarmos apurar, pelo menos, um atleta para esses jogos”. O dirigente salientou que “se o conseguirmos será muito brilhante, mas será um trabalho de todos, que não cabe só à federação, cabe também às associações distritais, aos clubes, aos mestres e, fundamentalmente, uma coisa também muito importante para nós, como hoje aqui ocorreu, às parcerias com as autarquias, neste caso o município de Ferreira do Alentejo e a União de Freguesias de Canhestros e Ferreira do Alentejo, que contribuíram, digamos assim, enquanto nossos parceiros, para o objetivo final, que é o desenvolvimento desta modalidade”.
Pelo facto de esta ter sido a primeira prova oficial no distrito de Beja, José Luís Sousa afirmou que “é isso que pretendemos, descentralizar ao máximo, fazendo com que esta modalidade, que é pouco conhecida, seja praticada em todos os cantos do País e estamos pela primeira vez em Ferreira do Alentejo, satisfeitos e agradados com a forma como fomos recebidos pela autarquia e pelas pessoas”. O líder federativo destacou ainda que “fica também para a história a introdução do sistema eletrónico, pela primeira vez em Portugal, numa prova oficial da federação. Estamos a utilizar os capacetes e os coletes eletrónicos, uma ferramenta que os nossos agentes vinham pedindo, para que o combate tivesse maior verdade desportiva.” O dirigente nacional de taekwondo lembrou que a modalidade “tem uma expressão muito grande a nível nacional, e estamos muito otimistas porque existe um ranking de federações a nível nacional e nós estamos entre os 10 primeiros, portanto, em cerca de 70 federações, estamos numa excelente posição, até porque somos uma modalidade pouco mediática”.
Uma posição a que estarão, naturalmente, associados os êxitos recentes dos atletas Rui Bragança (campeão europeu) e Joana Cunha (campeã da Europa Sub/21). “Sem dúvida que os resultados desportivos fazem com que tenhamos essa posição, mas o mais importante é a formação que temos vindo a realizar e o desenvolvimento que fazemos da modalidade”. E afinal como se define o Tae (pé) Kwon (mão) Do (caminho)? “Eu diria que o taekwondo, para além do sistema técnico das pernas e das mãos, da sua metodologia técnica, tem uma coisa fundamental: somos uma grande família, a família do taekwondo nacional, desde o presidente ao último atleta, tentamos que cada dia seja melhor do que o anterior e encaramos a modalidade como uma filosofia de vida”, concluiu.
Fonte: http://da.ambaal.pt
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