sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Desportivamente

José Saúde

A tese que desportivamente vai consolidando no tempo conceções que levam os humanos na procura de espaços que contemporize os seus exímios objetivos leva- -nos ao encontro de uma panóplia de circunstâncias que fazem das praias uma particular apetência para diversas modalidades. Reconhecemos que na costa alentejana existem localidades que convivem de paredes meias com o oceano Atlântico e onde se joga, em particular, o voleibol e o futebol de praia. Reportando-nos à realidade deparada, dizem os anais da história que a praia sempre suscitou os mais díspares interesses que o homem paulatinamente soube absorver. Numa viagem desenfreada pelas adornas do tempo, ouvi, ultimamente, que em Zambujeira do Mar, concelho de Odemira, o interesse pelo jogo da bola teve como palco o espaço mais liso da freguesia que se identificava com o areal da sua quimérica e bonita praia. Contam os mais antigos que o jogo tinha lugar nas noites de luar e com a maré baixa. Sintetizando essas velhas aventuras desportivas, comenta-se que a moçada, após mais um dia duma intensa fauna piscatória ou de uma árdua luta no campo travada sob o rigor da canícula, os rapazes, quando a noite se proporcionava, partiam em procissão rumo ao areal e descalços protagonizavam ardentes derbies. Claro que a evolução das eras trouxe novas expugnações. Na praia observam-se agora outros diapasões onde a cor, o movimento e os respetivos sons transportam o homem para modernos desafios. Em Vila Nova de Milfontes, por exemplo, o futebol de praia e o voleibol trouxeram um outro fulgor a uma população que vive com alma a componente desportiva. O Clube Desportivo Praia de Milfontes franqueou as suas portas a outras vertentes que o cosmos do desporto oferece ao vulgar cidadão, sendo que a extensidade das areias à beira-mar da povoação lhe conferiram novas ideias. Neste contexto, Milfontes é desportivamente uma urbe onde a praia se afirma como um palco de sonhos e os atletas estabelecem regras físicas e estratégicas. 

Fonte:  http://da.ambaal.pt

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